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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Estou numa viagem. Não uma viagem no sentido literal e físico.
Numa viagem de alma.
A minha alma viajou tanto nestes últimos dias, tanto nestes últimos 3 meses. Tanto neste último ano, que duvido que alguma vez esta viagem pare.

Não, jamais parará. No dia em que parar, significa que cheguei ao ponto de estagnação a que quem desiste se resigna.
Esta viagem ficou marcada com novas amizades, outras foram findadas; pelo fim de uma vida académica e início da verdadeira vida de adulto que, cada vez mais, tentamos evitar, em vão. Não é obrigatório crescer, é obrigatório avançar na vida. Ficar sempre inocente e criança em alma não implica que fiquemos estagnados.
Sei que magoei pessoas neste percurso e também fui magoada.
Seria mesmo necessário? Não sei, é impossível voltar atrás no tempo. Se gostava de voltar atrás no tempo? Sim e não. Sim, porque há coisas que fiz que poderia ter feito melhor. Não, porque alterando algo no passado, pode-se alterar tudo, mas mesmo tudo. E há pessoas, momentos, memórias que jamais quereria perder. E, com os erros, aprendi.
Apenas sinto um grande pedido de desculpas a uma pessoa. Também, foi num passado ainda muito próximo para me distanciar e pensar sem sentir.
Desculpa. Não queria que assim fosse. Mas, teve que ser. Não conseguia se fosse de outra forma.
Sei que no que te diz respeito, já ultrapassaste. Ainda bem, a sério, ainda bem. Também foi devido a isso que tomei a decisão que tomei, que tive as atitudes que tive. Espero que me detestes. Espero que me odeies. É mesmo isso que quero. Porque é o melhor para ti.

Desculpa. Mas, um dia, também vou ultrapassar isto. Sei que vou. Tomei a minha decisão na altura em que fiz o que fiz. Sabia que me ia doer muito. Mas, prolongar o que já não tem cura era simplesmente impensável. Não me enganava apenas a mim, como a ti também. A dor que sentia cada vez que te via. A dor que sentia cada vez que me sentia assim porque sim, porque as expectativas não correspondiam em nada e me sentia invisível. Era um duplo engano: a ti e a mim.
Desculpa.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Aos seguidores (aqueles coitados que apanham comigo e com os meus sentimentalismos)....

Senhoras e Senhores seguidores (sinto muito, mas, por vezes, a desculpa da ordem alfabética é muito conveniente para colocar as coisas como quero, e, neste caso, onde creio que as mulheres são quem mais me lê, não poderia ser mais conveniente),

neste momento são vinte! Duas dúzias! Duas dezenas! Imensos, para quem passou meses sem uma única alma a interessar-se pelo blog.
Agradeço-vos do fundo do coração a companhia neste meu cantinho que tão abandonado está, mas que ainda vejo com muito carinho.

Assim sendo, penso que merecem uma actualização. Primeiramente, estou ainda em fase de candidaturas a mestrados, o que me tem trazido um quanto baste de desespero - aparentemente só escrevo/comunico para um 15 e estou quase quase a cortar os pulsos. Em adição, não somente não sou correspondida, como também ele é (correspondido). É de rir até virem as lágrimas aos olhos, não acham? ...a parte do chorar, por acaso, tenho a certeza que foi e é. Ironias da vida, mas é o que se tem.
Não me vou alongar mais, senão isto torna-se demasiado lamechas.


Over and Out,
apenas-em-alcunha-Alice

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Da empatia

à R. . Que tudo lhe corra bem e que fique bem!
p.s.- tu és grande, piquena!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Fim? Início? Logo se verá....

vai-se chorar e dizer que se sente falta... ou dizer alegremente "FÉRIAS!!!!"-é mais isso! xD SAUDADES? óbvio. mas também devemos, acima de tudo, sentir o momento com um sorriso e contentamento, sentir a liberdade e o término de mais um ciclo, o iniciar de uma nova etapa, mais um passo na nossa carreira, na nossa vida, num futuro Futuro. ADEUS? depende. se calhar, em certos aspectos, vamos contar que sim. mas, quando se diz adeus a algo, outra coisa virá para nos encher de novo a vida, não em tom de substituição, mas de mudança.


Agora: Básica 07/09 - as memoráveis e insatisfeitas cobaias(se não o fôssemos, arranjávamos outra coisa), foi memorável: os bons e maus momentos, amizades que vieram do nada, mas também "ódios" e quebras de relações, a intensidade com que se viveu o simples-mudanças de avaliações e rebelias-,grupos desfeitos ou perfeitos, a metade de nós pensar em mortes logo na 1º aula do 1º ano, às lágrimas de alegria, nervos, revolta e tristeza, o tão aclamado desemprego para onde supostamente vai TUDO!, porrr terrmos aulas onde dorrmíamos, rrríamos ou contávamos "porrtanto's" do prrrofessorrre, o estágio e excesso de trabalho para os ECTS das UC's, pelas ciências naturais/exactas/sociais/pedagogias e outras que tais/artes e motora,pelos horários-puzzle e turmas que nós entendemos, por mais n coisas más e boas que poderia nomear, mas ficava sem espaço, mas.... por muito "porreirito" que tenha sido, que se a licenciatura fique acabada este ano e um dia "algures" possamos realmente dizer "on my way to the canudo"!


Somos nós, sempre de complicómetro ligado! XD

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Estrelas

Momentos como estes jamais esquecerei. São aquelas aparentes futilidades que dizemos, aqueles desentendimentos e birras, as guitarradas que metem "nojo" de tão lindas serem.
Jamais perceberei como aí fui cair e me tentar integrar.
Não temos nada em comum, aparentemente. Mas há um motivo, pelo menos, para tal: a vontade de não chegarmos atrasados aos ensaios (ou de chegarmos cedo).
A razão pela qual (ainda) aguento estar neste local. É isso que são.
Para vós, nada serão, penso. Ao menos, foram. Isso não me importa. Só o que sinto.

Tempos a ouvir as músicas que eles já enjoaram graças a ti. Contudo, ainda admiram a tua perícia. Tempos a comer os M&M's de alguém e a rir das expressões de alguém. Outros com calinadas de outrem.
Muitos com pingos de frustração pelas injustiças ou actos falhados.
Todos envoltos numa estranha sensação de companheirismo incomum.


São momentos assim que preenchem o meu céu de memórias.

domingo, 4 de outubro de 2009

Outono

Eis que posso dizer, pela primeira vez em muito tempo: chegou o Outono!
Não está frio mesmo frio, apenas ameno, com uma chuva suave e certinha (que tanto me agrada, para poder andar de guarda-chuva e conseguir, de facto, abrigar-me).
A chegada do Outono é um dos meus momentos no ano. Não apenas porque nasci neste, mesmo que não o tivesse esta permaneceria a minha estação. Enche-me a alma a sua solidão amigável contida na chuva mansa e clima ameno que afasta as multidões da rua e me deixa pensar mantendo um calor confortável para não congelar nem sufocar. A beleza das cores que embora se manifestem sob a morte de elementos naturais (estes não deixam de conter uma certa promessa de que voltarão a viver). A melodia da chuva em sintonia com o meu coração e o meu respirar.
Como o único amigo que sempre tive e ao qual sou igual.
Mal posso esperar para poder sair à rua, debaixo de um guarda-chuva e da gabardina, deambulando por sítios incertos sem destino definido. Apenas pensando. Apenas conversando sem vós contigo. Em simbiose constante. Ninguém nos importuna nem parece sequer perto de pensar que amizade contigo travo e mantenho.
Eles preferem o Verão ou a Primavera. Não compreendem a tua personalidade. A tua verdadeira alma. Será que é da imprevisibilidade? Só sei que sou igual a ti. Sou uma típica "de Outono", já o meu mês te reflecte, Outubro, Outono, Outubro.
Sou tua e sempre serei, Outono, minha Estação da Alma.


Ai que bom ouvir a chuva Outonal!

sábado, 26 de setembro de 2009

Obrigada

Há aquelas pessoas que vêm assim do nada e nos dão uma base totalmente sólida para não duvidarmos daquilo que só não fizemos antes porque não tivemos coragem. Depois, há aquelas que nos ouvem mesmo quando têm todas as razões para não o fazer.
A ambas, agradeço.


Porque é que eu escolhi uma profissão que não é paga 8600€ por mês (Olhos Dourados, minha fonte segura, obrigada por disponibilizares tal informação)? Uma possível resposta foi: ainda não vi nenhuma mulher piloto de avião; outra: porque é uma profissão com um risco muito elevado (não terão todas o seu risco? não somos nós quem tem nas mãos o futuro de um país?e até os homens da serurb que limpam as ruas também têm um trabalho de risco!).
Ao menos, gosto disto! Nem me importa ser uma profissão subvalorizada, porque a amo.

domingo, 1 de março de 2009

Sou o efeito retardado

Mariana, Mariana (ou Uma Sonhadora) muitíssimo Obrigada! :D Não sei como te agradecer! É uma honra receber prémios vindos de uma blogueira que eu mesma sigo e gosto ^^

Tenho desafios em atraso : P
Muahahahahah. Vou pô-los em dia muito brevemente (junta as mãos e diz "excellent" como o Mr. Burns). As vítim-ups..Os Premiados saberão em dias se foram seleccionados!

Das tuas 9,
(1. Costumo ir TODAS as sextas-feiras ao cinema.
2. Adoro matemática, desde sempre.
3. Adoro ir às compras.
4. Tenho paixões platónicas pelo Johhny Depp, James McAvoy e Robert Pattinson.
5. Uso o relógio no pulso direito.
6. Tenho dois piercings na orelha direita.
7. Odeio ir ao médico.
8. A minha roupa é toda de cores vivas, como amarelo ou verde.
9. Adoro representar.),
acho que a 2, a 5 e a 1, são falsas, mas é um tiro mesmo no escuro total x)


Bem, vou indo : P Tenho que jantar e de coisas para amanhã adia(nta)r. O que vale é que a aula das 8:30 é com um Prof que adoro - para além de crânio, é muito piadético e informal connosco, mas estas últimas advêm também muito das nossas aulas de Gramática com a turma de 1º ciclo*.



*No 1º semestre do ano passado, tivemos alunos [do curso] de 1º Ciclo a assistirem às nossas aulas de Gramática da Comunicação, já que esta correspondia à "primeira parte" da Unidade Curricular deles de Gramática da Comunicação e Discurso Pedagógico. Muitos deles, já estavam a tentar fazê-la há uns anos (alguns há mais de 3 anos).Amaciavam as aulas com piadas e exemplos doutros anos em que tinham reprovado; para além de já saberem (parte) dos conteúdos e de nos ajudarem. Tenham noção que, sem vós, o JAC nos tinha dado muitos mais salmões, digo, sermões (como aquele que ele me deu, ao 3X e ao S., na segunda semana de aulas) xD Confio que vão passar à "Cadeira" (este ano, espero)!Thanks, PEB1C!


A Uma Sonhadora de nome Mariana, Muito Obrigada! :)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Um Exemplo

Ao falar com uma amiga (ela sabe quem é), pus-me a pensar. Não tenho apenas uma "Família": tenho duas, ou "quase-três".
Em cada uma delas, há pessoa(s) que têm um poder tão grande de empatia que me surpreende.
Um deles tem estado patente mais frequentemente.
Agora, espero que não me ponha a fazer brindes, porque não tenho jeito para isso, só para dedicatórias, e não muito!
__________________________________________________________________________
Sei que não se agradece em Praxe, sobretudo porque nem toda a gratidão do mundo chegaria para demonstrar o quão reconheço esta pessoa. Não me conhece, mas é quase como se eu fosse um diário aberto, com uma escrita transtornadamente transparente para ele, devido à sua tamanha empatia.
Se não fosse ele, provavelmente, agora já estaria a renunciar algumas coisas, sendo uma delas mais importante que as outras todas: a minha opinião, a minha pessoa. Não sou um exemplo nem o pretendo ser, claro que há coisas que é melhor ocultar, mas não gosto de me fingir outra - nem jeito para tal possuo. Recentemente, estive para tomar a decisão de deixar de ser tudo o que sou, para me calar e consentir sempre. Porém, ele fez-me ver que isso não é certo.
Ele fez-me ver que uma pessoa tem sempre problemas (todos os temos), mas também possui apoio e quem a compreenda, mesmo que tal não pareça, no mínimo não seja apenas ele.
Espero que consiga ultrapassar todas as barreiras que a vida contém, mesmo que seja necessário sofrer. Até o sofrimento tem aspectos positivos (como tornar-nos mais capazes de aguentar, de aproveitar e valorizar a vida, para além de outros) - e é universal, todos, sem excepção à regra, sofremos - e que, nesses momentos (menos bons), esta "coisa croma" aqui estará, até mesmo que necessites apenas de ficar a olhar para um infinito inexistente, parado no meio da multidão, algures no mundo ou no teu mundo.
És um exemplo, e sempre estarás lá, aconteça o que acontecer, e não esqueço as tuas palavras e muito menos as tuas acções. Contudo, não vou seguir os teus passos, isso é impossível para qualquer um de nós, mas vou manter sempre as tuas pegadas na areia à vista.
(E esperar para sempre lembrar o teu exemplo....)

A ti, A.S., a ti.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Palavras


Algumas palavras, algumas palavras é o que necessito para cessar, para continuar.

Minhas, tuas, ditas por alguém e ninguém em particular.
Se fosse tão simples... mas ninguém diz as palavras mágicas, nem mesmo eu, por covardia, desinteresse, algo que não se consegue explicar, mas não se deixa de sentir.
Não são românticas, não são plácidas, nem crudes nem tumultuosas; são apenas palavras, às quais nós é que atribuímos esses sentimentos, pelo menos assim o dizem.
Se assim o creio, não sei. Mas posso senti-lo, decerto. Podemos senti-lo, aqui dentro, de diversas formas.
Já disse que somos mais que um, uma, todos nós.
Apenas palavras, palavras para algo.

A Sophia, a escritora.
(com as suas palavras límpidas e construção deliciosa)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Holanda(s)

A Holanda, digo, as Holandas, dado que há a do Norte e do Sul são províncias dos Países Baixos.
Mas qual o meu repentino interesse nos Países Baixos? Amigos em ERASMUS, ou melhor, metade das pessoas que me interessam na minha turma em ERASMUS.
De uma delas, em especial, sou prima (deveria ser irmã, segundo muitas outras faculdades) de Praxe. E adoro essa pessoa. Porque me ajudou, porque é o meu oposto, não vê maldade em nada e realmente a vejo como amiga. Ou melhor, amigo. Sim, porque o meu Priminho é rapaz.
Claro que o melhor para eles foi irem para lá, compreendo isso. Não poderei jamais dizer que não vou sentir a falta deles, seria totalmente mentira, a turma sem eles nunca será a mesma, ninguém é susbstituível, sobretudo eles, o espírito positivo da coisa.
As últimas semanas antes deles irem foi demasiado estranha para me esquecer: lágrimas, risos, promessas, chatices, discussões, ânimos e desânimos, brindes, despedidas. Tudo isto no meio de noites em branco, para mim, tornou-se muito marcante (fico demasiado sensivel quando durmo pouco ou nem durmo) e custa-me a reagir de alguma forma. Sei que não é justo para eles que eu fique triste, mas também estar alegre seria muito confuso, porque eles é que de certa forma tornavam a turma mais alegre e descontraída.


Mas pronto, espero que os meus colegas enviem muitas imensas paletes de fotografias, porque tenho saudades deles.... muitas. E só passou pouco tempinho....
Que os quatro meses passem depressa!

Isto é dedicado a vós, amigos, que estais ausentes mas sempre presentes! Ausentes em corpo, mas presentes via telemóvel, Internet e memórias!

Adoro-vos! :' D Beijinhos!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Quando entrar de férias

Responderei e verei todos os blogs das fantásticas pessoas que visitaram e deixaram o seu cunho neste cantinho.
De momento, como desde há dois meses e tal, ando com trabalhos, frequências (aquilo a que se poderá chamar exames em tempo de aulas), entre outros afazeres. Se consigo publicar aqui algo, é entre essas tarefas e mais outras - como o [pouco] tempo que tenho antes dos ensaios do (Fatastiquíssimo e Unicíssimo) Gristo Académico (não percam as nossas actuações que são o máximo, porque nós andamos por aí's :p) - que me deixam cansada.
Ora, eu, cansada, decido que não vou visitar os outros cantinhos, porque algo mal dito é pior do que ficar caladinha no meu sítio (e a linguagem escrita pode ser muito incompreendida, devido à ausência do factor "Prosódia").

Beijinhos e até breves

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Rainy Nights

"Chove lá fora." um dos pensamentos que anda suavemente nos confins do meu pensamento. Não por muito tempo. Pensamento algum permanece muito tempo na luz da minha atenção agora que as minhas memórias se centram em ti.
A chuva lembra-me de ti, a música, os locais, o tempo, os dias, semanas, meses, datas, calendários e agendas também, a minha imagem. A minha fria e cruel pessoa que, por vagos momentos, poderá dar uma diferente imagem, mas que não passada de uma doce e enganadora fachada que inconscientemente tomo como parte do meu eu e não me diz nada, só para ser alguém que não sou, só para enganar os outros. Só para ver se alguém fica a gostar de mim, mesmo que não seja por aquilo que sou.
"Estou bem. Estou sempre bem". Não sei. Não sei se minto ou se digo a verdade. Parece que o passado não andou mais. O presente não é mais a regalia que o seu nome supostamente indica.
Se pudesse voltar atrás no tempo, .... mas não posso. Jamais poderei e isso é que dói. Não fiz o que deveria ter feito e só me resta o arrependimento sem solução. Fui horrível, sou horrível, e vivo com tal facto.
Mas o viver acabou-se quando tua vida findou, quando não mais te pude ver, sentir aqui, tuas lamúrisa, teu soriso, tua cara, teu.... tu.
E, ao invés de me centrar em ti, centro-me em mim (é tão bom revelar o quão egocêntrica sou....) e só me resta dizer que tua falta é muito sentida e que estarás sempre aqui. Quanto mais não seja, quando vir teus traços ao observar-me à frente do espelho, personalidade e acções.
Porque não voltas atrás, Tempo!
"E tudo cada vez mais me lembra de ti...."

sábado, 15 de novembro de 2008

Outonalidades

Ao Outono mais triste.



"Sorriso"


Ali estavas tu,
com uns grandes olhos,
verdes
mas sempre sempre
tristes.

São o reflexo
do mundo
em que vives.
Esse mundo tão real
que chegava
a sobrepor-se
à imaginação.
Bem queres,
com o teu sorriso,
alegrar o teu
sempre sempre triste
olhar.

Não consegues,
já que os olhos
vêem
o que o sorriso
procura disfarçar!

AMARAL, José (2006). Outonalidades, 1ª Edição, Papiro Editora, Porto.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

1 1 na base-7

1 1 na base-7:
1 grupo de 7^1 (7 "elevado a" 1, ou seja de 7) elementos, e um grupo de 1 elemento isolado (ou seja, de 7^0, 7 "elevado a" 0, que é um).

Em dias, uma semana e um dia.
Que o meu pai faleceu.
Não estava em casa com a família.
Estava num jantar de família.
De família de praxe.
E nem me apetecia ir.
E disse que eu me arranjava para voltar.
Mas foram-me buscar ao restaurante.
Em casa vi as suas caras.
Ao ir para o meu quarto o lençol por cima de algo.
Depois falaram-me.
Silêncio para os meus ouvidos as suas palavras.
Já as sabia.
Não as queria ouvir.
Só queria dizer-lhe e liguei-lhe.
Sem querer todos ficaram a saber.
Todos os do restaurante.
Todos sentiram pena.
Não quero pena.
Só o queria aqui.
Pena não.
Ele sim.
Turvo.
Liguei-lhe mesmo contra a vontade dela.
Estava estupidamente sóbrio.
Disse palavras que aqui dentro não esquecerei.
Palavras que à superfície esqueci.
Turvo.
Silêncio.
Turvos foram os dias a seguir.
Turvos e despertos.
Até agora.
Mas sempre com um sorriso.
Uma fachada que poucas vezes cai.
Não à frente deles.
Quase não à frente deles.
Foi uma posição que optei.
É uma atitude que opto.
Turvo.
Ainda.

E todo o todo para ti,
Pai.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Como uma guitarra sem cordas

Deveria estar a trabalhar neste momento. Fora isso que lhes tinha combinado.
Não o estou a fazer. Estou a aprender a tocar guitarra.
Estou a parar de aprender a tocar guitarra.
Estou demasiado concentrada nas palavras que me foram ditas.
A pouca autoridade que tinha, a pouca integridade que tinha, tiraste-ma.
Tiraste-me tudo.












Tão cedo não me falo.


Obrigada, ao menos amanhã não vais lá estar para me estragar o meu dia!

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Amor versão LGBT

Enquanto o meu poster da Audrey Heburn anda com vontade de se atirar para cima de mim, cada vez que se descola da parede, e vejo um comentário do Blog da Ragazza penso no local onde o comprei: Madrid.

Durante a minha - curta - estadia em Madrid, pude presenciar a uma grande celebração: Parada del Orgullo LGBT (traduzindo: Desfile do Orgulho Lésbico, Gay, Bisexual e Transexual). Tal fez-me recordar pensamentos da altura, um texto que escrevi - não aqui, mas num caderno.

"Amor para Todos

Porque é que se discrimina quem ama pessoas de raças diferentes? É apenas a cor de pele e a origem que muda....

Porque é que se discrimina quem ama aquele que é do mesmo sexo? Se formos bem a ver, somos nós mesmos que muitas vezes aplicamos expressões do género "Se fosses homem, namorava contigo" ou então "Antes fosse homem/mulher [indicando o mesmo sexo que nós], já que @s mulheres/homens [sexo contrário ao nosso] são todos iguais..."

Porque se discrimina quem ama ambos os sexos? Mais escolha têm...

Porque se discrimina quem ama aquele que foi o seu anterior sexo? A pessoa em causa realmente sente que é do sexo oposto, por isso, nem problemas de mentalidade fechada deveria haver...


O Amor não tem fronteiras. Ou, pelo menos, não as deveria ter, segundo o dito popular. Mas as pessoas impõem fronteiras onde não existem, porque o Amor é entre dois seres, não interessa o sexo, raça, idade... o Amor é, segundo este artigo da Wikipedia: «...formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objecto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e alimentar as estimulações sensoriais e psicológicas necessárias para a sua manutenção e motivação.», ou seja, não se refere aqui que não há Amor entre pessoas se estas não são da mesma raça nem têm as mesmas orientações sexuais que as pessoas heterosexuais.

Se calhar, tal se deve ao facto dos Homens gostarem sempre de implicar com o próximo, porque há animais que, mesmo sendo de espécies diferentes, acasalam; há animais com comportamento homosexual e, segundo um psiquiatra - Dr. Richard Pillard - também bisexuais, bem como transexuais - tal como é referido no livro
Biological Exuberance : Animal homosexuality and Natural Diversity: "...more than 190 species in which scientific observers have noted homosexual or transgender behavior. ".


A toda a gente: Amem e deixem Amar!"

À Ragazza e ao Orgulho LGBTH
(também ao heterosexual,
o que importa é Amar!)






P.s.- também acredito que há diferentes tipos de amor, pois uma Amizade também é uma afeição, logo é um tipo de amor, Amor-Amigo.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Quem és tu?

Quem és tu e porque me ignoras?

Quem és tu, quem me ignora, mas também me protege?

Quem és tu, meu anjo protector tão distante?

Quem és tu, tu que manténs distância, contudo também deixas essa barreira?

Quem és tu, que só consegue manter a barreira da distância por momentos, para depois ser muito próximo?

Quem és tu, tu que se calhar consegues achar o meu caminho?

Quem és tu, minha estrela-guia que nem sabe quem sou?

Quem és tu, que me desconhece mas ao mesmo tempo me compreende como se fosses eu?

Quem és tu, quem és tu e quem sou eu?





Se algum dia leres isto, fico-te grata por tudo,
mas também gostava de ter uma conversa séria contigo

sexta-feira, 25 de abril de 2008

A Família

Gostaria que algum dia, algumas pessoas da minha "Escolinha" vissem isto, pois isto é para algumas delas. Sei que já as devo ter desrespeitado muito e desvalorizado ao máximo, sem sequer pestanejar ou pensar nas consequências. Não, não vou pedir desculpas, pois as desculpas não se pedem, evitam-se...- não fosse esta umas das frases que um dos meus antepassados mais me disse até ao momento.
Vós marcais-me de uma maneira que mais ninguém da ESE conseguiu, de vós recebo os sermões que mais ferem, mais magoam cá dentro, e ficam permanentemente a martelar no meu neurónio - se é que o possuo - no entanto, também sois vós quem mais me apoia e me ajuda a ultrapassar tudo, quem sofre com os erros que eu mesma cometo, quem suportou mais choros de
baba e ranho e queixumes que qualquer outras pessoas dentro da Escola (e provavelmente de todo o lado também).
É convosco que passo a maior parte do tempo, das frases mais belas que já ouvi foram ditas por vós - e tenho a referir que ninguém melhor a falar que a grande Pessoa que o Bisavô é -, as maiores discussões e amuos que já tive foram convosco - Tia do meu coração - e é por vós que sinto que devo continuar, sempre em frente e nunca para trás, por vocês tenho que fazer de tudo para melhorar e aproveitar tudo ao máximo. Espero um dia poder usar o Preto para vos poder Honrar e conseguir demonstrar o quão indescritível é este sentimento por Vós - os que estão, os que virão, os que irão, mas estarão sempre no coração.



Um dia, se chegarmos a estar todos do mesmo lado, gostaria de conseguir fazer algo por vós, aquilo que não consegui fazer como caloira.


sábado, 19 de abril de 2008

O medo da desilusão

Ontem, sim, ontem vi que tinha um e-mail da Blogger a dizer que havia um novo comentário por publicar no blog.
Qual não é o meu espanto quando reparei de quem era esse comentário - era da Ragazza (sim, da mesma Ragazza que leio todo o santo mês desde os meus catorze anos).
Mas, o melhor e mais imprevisível é que referia que fui escolhida como a carta estrela da mailbox do mês de Junho.

Isto fez-me pensar no propósito com que fundei este blog.
Já tive outros blogs, é verdade, mas escrevia com o meu nome real: S.R.G.S. .
Aqui sou uma incógnita, como aquelas da matemática, onde tanto "x" pode significar rebuçados como um número - que é um conceito meramente abstracto. Sou a Alice in Neverland, que talvez seja apenas uma das imensas personagens da S., mas que também pode ser a verdadeira S., a S. que muito poucos conhecem na realidade. Nem eu sei.

Algum dia poderei sabê-lo, se calhar nunca o saberei, mas de algo tenho a certeza: a Alice in Neverland sempre serei [não só por nome "carinhoso" de Alice e por causa da amizade com uma "Tinkerbell", uma vez que, na realidade, me sinto mesmo como a Alice, mas na Neverland (no sentido em que não quero crescer e por pensar que tudo, até o mais pequeno ser ou pedrinha, tem uma beleza inesgotável por ser ao mesmo tempo tão diferente e parecido à minha pessoa - nada é eterno)].




Nunca pensei que isto fosse alguma vez acontecer,
essa não era a intenção do blog.
Fico-vos imensamente grata e espero nunca vos desiludir,
uma vez que sinto algum medo que tal aconteça -
- sei que cometo erros, que tais erros podem
desiludir-vos, por isso tenho medo.
Mas sou humana, espero que o entendam
caso tal aconteça.




Fico muito grata,