Mostrar mensagens com a etiqueta Devaneios. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Devaneios. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Injustiçada Queixosa

Está frio. Tenho sono. Estou à espera que os outros façam o que não fizeram. Quero tanto ir para a cama. Estou farta da Escola. Estou farta do meu curso. E a minha família só me chateou desde que cheguei. E tenho probabilidade de reprovar a várias disciplinas. E ainda não li nada para Literatura. E isto e aquilo.
E queixo-me. Vezes e vezes sem conta quando mais de metade nem tem razão de ser queixa.
Ok. Está frio, posso vestir uma roupa, pôr uma manta ou até ligar o ventilador.
Tenho sono, sim, e quero-me deitar, mas os meus colegas (trabalhos dos quais espero receber em breve) estão a fazer aquilo que não tiveram mesmo tempo para fazr por causa de erros que também eu cometi.
Estou farta de ESE e do meu curso, verdade mais que absoluta - no reino do Cinismo e suas Bestas (que não são os pobres Caloirinhos, depreenda-se), fui calhar num curso que só me dá um panorama: Desemprego, com o factor Falta de Competências à frente (sim sim, o meu curso com o mestrado jamais será tão bom como os antigos, não há preparação e falta abordar conteúdos muito importantes.
A minha família só me chateou, mas eu também cheguei as umas ricas horas a casa e no belo de um estado. E sei que, mesmo que a estrutura do meu núcleo familiar não seja mais usual, somos uma família onde gostamos umas das outras.
Tenho probabilidade de reprovar a certas disciplinas, mas isso há sempre! E se não li aqueles livros horríveis para Literatura, o melhor é procurar resumos!
Por muito que possa não gostar de como a minha vida está neste momento, não posso culpar quem e o que me rodeia por isso....

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Ano novo, novas resoluções

  • Dedicar-me mais aos trabalhos de grupo;
  • Estudar mais;
  • Aprender a noção de ritmo (ter falta de ritmo é algo muito grave quando se está num grupo académico....);
  • Aprender a tocar guitarra e assim outros instrumentos, se der (djembé, bongós, etc.);
  • Manter as prateleiras do meu armário arrumadas, durante mais do que um dia após a sua arrumação;
  • Executar todos os compromissos que marco na minha agenda, a não ser que algo de força maior os adie necessariamente ou os cumpra antes do prazo anotado;
  • Manter o 93 com bateria - a minha família sabe o porquê disto....
  • A acrescentar em futuras modificações/actualizações deste mesmo post.

domingo, 12 de outubro de 2008

A Alice é sazonal - aquilo a que muitos dirão "de luas" (sim, é verdade, sou muito inconstante e obstinada com o facto de tentar não o ser e o continuar a ser).
Quando essas mudanças de estação lhe dão para alterar o visual digamos que, 99,99% das vezes, têm consequências mais ou menos catastróficas para os que a rodeiam. Decidiu que o cabelo estava mau (e estava mesmo mau, opinião geral das pessoas cá de casa) e que tinha que ser cortado, mas que o queria com o mesmo comprimento (o que, das duas uma, ou resulta num corte muito estranho - como primeiro tinha resultado - ou se acaba por cortar o cabelo - o que acabou por acontecer). Ora, ela comprou um novo adereço para a sua crina ontem e o tal objecto penado, com o cabelo do tamanho actual, não lhe fica bem - e era uma prenda de anos! e ela namorou-o durante um mês a fio! e foi caro! e ela venerava-o e venera-o!, mas com o cabelo neste nojo existencial não! e não posso cortá-lo à rapadela? ao menos não tinha que olhar para o estúpido que fica mesmo com este corte! - e ela amuou....

E eis que me amuo a mim mesma.... vou pedir à minha mãe para ir ao cabeleireiro e corto-o ainda mais curto.... ao menos acabo com a minha integridade de vez (sim, o meu cabelo, embora lhe tenha um certo ódio, representa a minha integridade como mulher; daí que só o suje propositadamente em certas e determinadas ocasiões [molhá-lo com água limpa não afecta a integridade, só lhe dá um ar mais encaracolado, pelo que não me importo] e em ainda menos o deixe por lavar mais do que uns míseros e intermináveis minutos contáveis pelos dedos das mãos).



Lá se foi o belo de um domingo que, logo no seu início, se mascarou de segunda-feira, ao ter recebido uma mensagem onde me questionavam qual a sala onde iria ter aulas (confesso ter ficado estupefacta e assustada, mesmo depois de ter confirmado a data no relógio do telemóvel).... um domingo que se mascara de segunda-feira não é algo bom, pois não?
Bem, lá ficou ele piorzinho, coitado! Mas até gostei dele, até ao ponto da crise existencial sazonal com o cabelo....
Daqui a pouco vem a do complexo de solidão de novo e depois a "ai que não gosto de nenhuma da minha roupa".... tenho saudades da da inutilidade (" ai que não sirvo para nada e só desiludo e chateio e aborreço e só faço asneiras - mas nem sempre são intencionais, bem pelo contrário...!!").




Não, não tenho 19 anos, devo ter 1,9 anos, isso sim.




Agora em tom ainda mais sério. Ando a tentar - sublinhado, negrito, itálico em tentar - treinar para recusar cenas a pessoas que me custa fazer tal, e a tentar ser má sem motivos.... e a tentar não chorar por tudo e por nada e deixar de ser má pessoa e tentar ser Deus - ok ok, estou a exagerar. Talvez fosse melhor dizer aos outros "quem me suporta suporta, quem não o consegue fazer, mude-se ou ignore-me". Talvez fosse melhor investir antes na tolerância e os outros também investirem em tal.


Eu, sou eu,
Mas eu vivo com Outros e tenho que interagir com eles.
Por isso, mais vale não lhes dar (mais) motivos para me quererem dar um estalo ou afins.

sábado, 11 de outubro de 2008

Fancy Lala

Há animes que me tocam pela história, outros pelos gráficos e desenho, outros pela sua música.
Ora, o Fancy Lala é um dos últimos.
Sempre gostei da música final, mesmo sem saber a tradução da música. Agora que a sei - obrigada Youtube e simpáticas pessoas que se dão ao trabalho de traduzirem letras de japonês para inglês - posso dizer que ainda a adoro mais, que vou guardar a sua letra traduzida em inglês e me irei senti-la sempre que a ler ou ouvir.

Faz-me lembrar que não quero crescer, embora falte, hoje, um ano para passar a outra década da minha vida e não querer ter crescido ontem e também que sonho acordada e de como sou relativamente a algumas situações.

Esta é apenas a tradução para inglês:

"Always dreaming, always dreaming,
Of a future me, a little more adult
I sing a melody into the spring wind
I am sure, I am sure it will reach you

I have a strange feeling
I feel restless and the weather's nice too
I rush on my bicicle
The city shines brightly today

Some things that I don't like
Don't bother me much
But when my hair's right in the morning
That's all it takes to make me feel great

I want to go after the things I love
Even when one day when I'm a busy adult
I want to hold my cherished feelings close to my heart
As I keep walking forward"


From the "Always dreaming, always dreaming" Alice in Neverland


quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Egocentrismo total parte I

Olá. Aqui estou eu.
A pessoa mais teimosa, chata e egocêntrica do mundo.
A pessoa que não tem espaço entre o cérebro e a língua - ou, como ainda mais gente costuma dizer, entre o coração e a mesma. Digo o que sinto, sou naïve em demasia. Sei-lo.
Quem quiser que me mude. Não me consigo mudar se não me apontarem os defeitos (tom de sinceridade absoluta nesta última frase).
Mas não digo nem metade do que deveria ou poderia dizer.

Não prometo absolutamente mudar, mas vou tentá-lo.
Por vocês, mais ainda mais por mim.

domingo, 28 de setembro de 2008

Palavras

Este post não é apenas meu.
Suponho que todos nós temos uma palavra, pelo menos, pela qual nutrimos um carinho especial, mesmo que não seja a que mais utilizamos no dia-a-dia.
Pode ser também pelo significado desta que esta marca ou pelo sentido que esta possui para nós, estando unida a uma determinada memória ou momento da nossa vida.

Uma dessas palavras, para a minha pessoa, é Reminiscência, ou melhor, Réminiscence, já que prefiro a suavidade como soa em francês. É-me especial devido ao seu significado:

"do Lat. reminiscentia
s. f.,
o que se conserva na memória; recordação vaga; anamnese.
Filos.,
teoria da -: teoria defendida por Platão, segundo a qual todo e qualquer conhecimento é a lembrança de um estado anterior no qual a alma estava em contacto directo com as ideias."

No entanto, também há outras, como Lua/Lune/Luna/Moon, Sonho/Dream, Nostalgie, Saudade, entre outras, que guardo no coração.


Digam quais são as vossas palavras.... eu também as vou revelando!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Devo ter...

...cara de má.
Os caloirinhos têm medo de mim. Os meus caloiros cumprimentam-me a medo - eu detesto isso, nunca lhes fiz mal (pelo menos, não nesta primeira semana).
Sou segundanista (ou um projecto, já que ainda não me pude inscrever), isto é, no ano passado fui caloira, compreendo-os muito bem, mas eu não tinha medo dos meus superiores que nunca me fizeram mal. Aliás, sou demasiado simpática para os referidos, uma vez que digo sempre como me chamo e depois começo a falar com eles à vontade (não "à vontadinha"), eles compreendem que não podem abusar, para além de os ajudar quando se sentem mal.

Não é que não goste de praxar, mas ainda não tive motivos para tal - ah, mas já dei uma tarefa para ajudar uma caloira com "fanicos", para ela se acalmar e divertir quando começa a "stressar".
Até por isso é que não quero ser madrinha de ninguém. Nunca achei que tivesse perfil para tal. Excepto do meu melhor amigo. Acho que já há uns 14 anos que sou madrinha involuntária dele.


Tratando de outros assuntos, no jornal de hoje vinha a dizer que, aos pais portugueses, lhes falta formação para trabalharem com recursos tecnológicos e que é, segundo a União Europeia, necessário dar-lhes formação.

Ora, tenho uma objecção, ou melhor, uma opinião. Aliás, duas.
Primeiro, quem financiará tais formações, o Estado Português? É que já nem temos impostos suficientes nem nada, e digamos que de finanças o País não vai muito bem.
Segundo, raros são os pais que têm disponibilidade para estarem nessas formações - a não ser, claro está, que o Estado os dispensasse das suas actividades diárias, caso contrário, teriam que as frequentar no horário em que estão com os seus filhos ou que estão em casa ou a descansar.


Bem pensado UE!
Parabéns pelas utopias, são ainda menos aplicáveis que os meus sonhos!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Inscrições, aulas, praxe e confusões

Agradeço imenso (mesmo do fundinho do meu coração) à Chrystiee e à Anónimo (era giro saber o teu nome, pois as pessoas têm o direito de o possuírem e de serem denominadas por tal).
Muito Obrigada!

As minhas aulas, abençoadas sejam, começam para a semana - gosto de horários, de perder contacto com algumas pessoas, do sossego para trabalhar, de trabalho, de estar com as poucas pessoas da escola que ADORO (sois poucas, mas óptimas).

Mas, com as aulas, ou melhor, antes destas, vêm as inscrições, no meu caso, a ausência desta, uma vez que (ainda!) não tenho uma nota - houve uma confusão qualquer que ainda não percebi bem, com um determinado Professor [Coordenador do meu curso] e as outras duas Professoras da disciplina. Agora, surge-me um paradoxo na cabeça: geralmente, os alunos não querem que as notas que acham injustas (nesta disciplina em particular, creio que as notas foram muito mal atribuídas, não me refiro à minha nota apenas, mas no geral) sejam "lançadas" no portal das notas, mas o que mais quero é que o infeliz valor me seja atribuído oficialmente na secretaria da escola, ao invés de um "reprovada por faltas", quando não faltei uma vez que fosse - pois a assiduidade seria um factor de ponderação/atribuição da nota final.
Não, não é por falta de vontade das pessoas da secretaria que ainda não tenho a nota, mas pelo facto do Professor em causa ser irresponsável, incompetente e estar atrasado três meses na rectificação do seu acto - e sempre nos disse para sermos responsáveis, competentes e pontuais!

Eis uma parte das confusões escolares, já que outra faceta destas me remete ao ano praxístico-académico (sim, sou praxista, uma "quase-segundanista"(se é que tal existe)"barra pastrana", graças a isto das inscrições).

Ora, eu sou plenamente contra ser totalmente distante das pessoas que se estão a sentir mal e maltratar as pessoas no geral - mesmo os caloiros -, até porque me senti muitas vezes mal e houve pessoas que deixaram tal de parte (I. e C. Obrigada Obrigada Obrigada!). Mas, logo no primeiro dia, revi-me numa caloira, e até a minha capa caiu ao chão para a ajudar - e apanhei e ainda hoje apanho na cabeça dos meus superiores por tais actos - mas não sinto o mínimo remorso, nenhum mesmo (A. ajudaste-me imenso a perceber isso ontem, e que agi conforme sabia!) - tal como não sinto remorsos de me rir se uma caloira me vê em plena casa de banho com pertences de outras pessoas quase até ao meu pescoço e lhe tenho que dizer que não me pode cumprimentar porque uma superior minha está dentro da casa de banho (audivelmente, na sanita) - eles entendem que nós somos humanos, e que há coisas caricatas -, mas, depois, refiro que a minha superior é "tal tal" ela cumprimenta, e digo que me chamo "S." e cumprimenta-me e "ai de você se se esquece da minha cara e vá-se lá embora" (só cumprimenta depois de fazer as necessidades fisiológicas, lógico). Ela respeitou-me, mesmo tendo um momento de distracção e relax - penso que assim, por mim, está bem.
Apenas quero que se lembrem de mim pelo que sou, e não sou fria e explicitamente má sem motivos aparentes.

Espero que, quando actualizar, tenha melhores notícias e menos confusões, ou, pelo menos, outras confusões, que estas já chateiam de serem sempre o mesmo. Não quero ser a melhor de todos, porque o mundo só é melhor se todos fomos iguais e nos virmos como tal - sem melhores, sem piores, sem intolerância, sem distanciamentos, sem constrangimentos, com muito respeito sem ser necessário impor barreiras.

domingo, 7 de setembro de 2008

Regresso

Tenho estado ausente, de tudo, na generalidade. Só tenho mantido contacto com um número de pessoas contável pelos dedos da mão, tenho saído com quatro ou cinco pessoas diferentes, e é desses contactos e acompanhantes que tenho saudades.

Tenho me esquecido que daqui a pouco começam as aulas. Até esta semana, quando reparei que os ensaios do Gristo começam daqui a duas semanas e as inscrições para o segundo ano a três.

Ando ansiosa no mau sentido, pois não me apetece nada voltar a Educação, não pelo curso, mas pelo ambiente - digamos que há lá muita palhaçada e muita gente que mais vale ser apenas mera conhecida e travar conversa de nada sobre nada como se nada fosse.

Ando cansada. As férias não renderam como esperava - não me entendam mal, adorei muito do tempo em que estive de férias, mas, desde que a minha mãe foi trabalhar, dá-me nervos estar dentro de casa, pelo que passo o tempo a passear.


Cá em casa há quem me pergunte "Onde é que vives?", à qual respondo "No meu quarto.". Não vejo o Jornal porque, na sua maioria, só transmite tragédias ou futilidades.


Vivo no meu mundo.
No meu mundo onde sou naïve e ninguém tem o poder de me retirar a minha inocência, pois sei que, apesar de tudo, o mundo é belo, e só é belo porque é imperfeito - nos Jornais só mostram a imperfeição, raramente a beleza. O ser humano não é naturalmente mau! Não pode ser! Nada é naturalmente mau, tudo tem a sua réstia de bondade, tal como tudo tem maldade dentro de si....
(continuará)



sábado, 12 de julho de 2008

Pensamentos de conversas I

Não sou uma particular amante do "MSN" nem das conversas virtuais no geral, nem por "SMS" (por isso estou grata aos novos tarifários com chamadas grátis entre pessoas com esses tarifários)....
Contudo, quando tenho verdadeiras conversas, daquelas que se aproveitam realmente, por meios virtuais, fico a pensar nelas, no que escrevi e se o que escrevi realmente foi o que penso (às vezes respondo sem realmente sentir o que estou a escrever duas vezes).

Uma dessas conversas foi sobre a ecovisão (quem leu o Memorial no Convento, decerto se recorda de Blimunda e do seu poder de ver o interior das pessoas, quando em jejum). Foi-me perguntado se gostaria de ter semelhante poder, ao que respondi que não. Talvez seja melhor não sabemos como os outros são para não nos desiludirmos totalmente caso tenhamos formulado sonhos; geralmente, quando nos desiludimos com alguém, temos sempre uma réstia de esperança nessa pessoa que, aos poucos vai sendo destruída, pode ser mais contínuo e lento, mas a desilusão e dor concentrada em cada um desses momentos é menor e já temos maior preparação para o "momento final". Também creio que, caso visse que alguém que julgava ser má pessoa e tivesse tido atitudes menos próprias porque, na minha opinião ela não era boa, e na realidade ela era pessoa de bom espírito, ia arrepender-me e sentir muitos remorsos. Penso que, por muito que as pessoas tentem dissimular como são, transparecem nas acções e no que dizem quando não reflectem muito nisso. As pessoas que são falsas acabam sempre por se contradizer - mas não aquele contradizer involuntário que acontece quando se faz uma "lengalenga-adivinha".
Contudo, a outra parte apresentou uma tese bem diferente da minha e, agora que penso nela, até concordo nesta: se se tivesse ecovisão, conseguiríamos conhecer o fundo das pessoas, o bom e o mau, porque as pessoas tendem a fazer teatro e a enganar.
Se calhar o melhor seria só vermos o interior das pessoas de quem não temos nada a duvidar, pois elas podem ser as que estão a fazer o teatro mais perfeito - de quem duvidamos já sabemos o que esperar... se nos derem provas para começarmos a não duvidar (no meu caso, tal é um pouco remoto, pois, uma vez que quebram a minha confiança, será muito difícil tê-la de volta), aí sim, aí olharíamos para dentro de elas, para ver qual a sua verdadeira pessoa.




Desta cheia de remorços sem saber qual o motivo,
Alice in Neverland

quarta-feira, 14 de maio de 2008

A Alice descobre uma estrelinha

A Alice hoje encontrou uma Estrela que nunca tinha visto.
Achou-a tão bela e perfeitinha que quis ficar a conhecê-la melhor - foi o melhor que fez.
A Estrelinha está desanimadinha, mas a Alice quer, a todo o custo pô-la a brilhar mais do que ela já brilha.
Quer que a Estrelinha esteja tão leve quanto a sua outra Guia, a Lua.
Embora as tenha conhecido há bem pouco tempo, a Alice quer tratá-las como se elas fossem a melhor parte de si - elas merecem sempre o melhor do melhor.
Não interessa o que o resto do céu possa dizer sobre Elas, porque Elas é que lhe interessam, não o restante céu.

A Alice sente-se insegura, porque as Meninas do Coração dela são principescamente frágeis e ela pode errar e magoá-las, mas vai tentar não o fazer. Vai tentar que elas vivam na sua Neverland e que nunca deixem de brilhar ou ofuscar, vai dar tudo por tudo para conseguir que elas sejam as melhores, em tudo, sempre....

....porque o único nunca (never) que existe para ela
é o da Neverland e mais nenhum


Isto é para ti oh "Sua-Amiga-Realmente-Amiga"



p.s.- E tu, Arco-Íris onde estás, que desde ontem não te vejo....será que sabes que existo?Será que te magoo?Será que sabes que existo mas me odeias ou nem nada sentes - nem ódio, nem amizade, nem nada?

terça-feira, 13 de maio de 2008

A Alice

A Alice está triste.

Ela tende a gerar muitas expectativas sobre as coisas - sobre todas as pequenas coisas. Depois, desilude-se, graças a ela mesma, porque colocou demasiadas expectativas em coisas que não valiam tal.
Ela pensa sempre que as coisas são melhores do que realmente são, pensa que as pessoas podem ser realmente boas. Depois, fica triste.
Diz-se estranho, ficar desiludida - há quem diga que as desilusões advêm de coisas que com as quais já estamos familiarizadas, que o ideal, neste contexto seria dizer desapontamento, desengano, no máximo - mas não, ela fica mesmo desiludida, porque ela julga sempre as pessoas pelo seu melhor, julga sempre as coisas pelas suas boas qualidades. Tende a estar de braços abertos para toda a gente. Mas, por isso, irão surgir os desencantamentos do mundo maravilhoso que formou nos seus pensamentos.
E cai. E fica em pedacinhos pequeninos. E chora. Chora muito - interiormente. Odeia-se por isso.
Depois, volta a ver as coisas belas do mundo. Não o consegue evitar - afinal, quem é odiosa é ela e não o resto porque ela é quem coloca as demasiadas expectativas nos outros (e mesmo em si também o faz).

E depois, fica alegre, muito alegre e cheia de fantasia. Até a tragédia recomeçar.


É o ciclo da Neverland onde a Alice habita.... e ela não quer habitar outro sítio se não este, porque este é o mundo com o qual ela está sempre a aprender.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Quem és tu?

Quem és tu e porque me ignoras?

Quem és tu, quem me ignora, mas também me protege?

Quem és tu, meu anjo protector tão distante?

Quem és tu, tu que manténs distância, contudo também deixas essa barreira?

Quem és tu, que só consegue manter a barreira da distância por momentos, para depois ser muito próximo?

Quem és tu, tu que se calhar consegues achar o meu caminho?

Quem és tu, minha estrela-guia que nem sabe quem sou?

Quem és tu, que me desconhece mas ao mesmo tempo me compreende como se fosses eu?

Quem és tu, quem és tu e quem sou eu?





Se algum dia leres isto, fico-te grata por tudo,
mas também gostava de ter uma conversa séria contigo

terça-feira, 29 de abril de 2008

Pensamentos

Quando o pouco mais que se sabe, sabe a muito pouco, como se em vez de acrescentar, tornasse este espaço mais e mais vão, mais oco.
Gostava de ter respostas a todas as questões na minha cabeça, gostaria de viver no mundo que tanto almejo - Neverland - e ser a personagem ficcional que mais admiro - Alice.
Páro.

Mas eu posso ser a Alice, aliás, uma parte da Alice sou, pelo menos, pois ela fala fala fala fala pelos cotovelos, chora quando está muito triste ou enervada e viaja nos seus sonhos em mundos de sonhos acordada.
E viver na Neverland já eu vivo: tudo o que me rodeia é tão belo que só lá posso estar, embora não permaneça sempre na mesma idade, tal não me importa em nada, pois, cá dentro, sinto que vivo sempre na mesma idade, que posso ser quem quiser, basta crer, fazer e sonhar.

Sonhar sempre alto, mas com os pés bem assentes no chão.... ou se calhar a rodopiar, saltar e dançaricar, sim, isso é bem mais "eu", é bem mais aluado como eu, mais infantil e muitos et caceteras inexplicáveis e, se calhar, inexistentes.
Sonhar enche a alma, toda a alma, até a mais vã. Sonhar tornou este meu vão num algo mais preenchido, mais alegremente preenchido, um pouco mais inexplicavelmente alegre, um pouco mais estranhamente inexplicável do que outros mistérios que não parecem ter solução, um pouco mais misterioso do que muitas das coisas que nos rodeiam parecem. Porém, até essas coisas, essas pequenas coisas, não diexam de ser misteriosas, uma vez que fazem parte deste Paraíso que tão perto e tão longe de nós está por nossa vontade - ou falta dela.


Afinal, quem sou eu?
Devo parecer neurosfrénica a falar assim.
Se o Paraíso nos envolve, então porque o maltratamos tanto?
Se calhar porque tentamos procurar "longe" demais que não conseguimos ver o que realmente nos rodeia.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Reviver I

Tento pensar no que estaria a fazer há um ano.
Sei que, por esta altura, também perto da Queima (Porto allez allez), a música da voga era "Eu sei" das novela da noite Páginas da Vida..
Estava em processo de mudanças, não no sentido mais metafórico da expressão, mas no mais literal.
Mas também estava em mudanças, em processo de experimentação de coisas boas e más.
As boas enriqueceram-me muito, e as más também. As más ensinaram que há coisas que realmente nem deveriam existir e que tentarei ao máximo nunca as fazer, detesto cinismos e crueldades. Quando tenho algo a fazer ou dizer, parto para a acção, sou sincera no que faço, custe o que custar.
Depois acabarei de escrever este texto que nunca ficará acabado.

sábado, 19 de abril de 2008

O medo da desilusão

Ontem, sim, ontem vi que tinha um e-mail da Blogger a dizer que havia um novo comentário por publicar no blog.
Qual não é o meu espanto quando reparei de quem era esse comentário - era da Ragazza (sim, da mesma Ragazza que leio todo o santo mês desde os meus catorze anos).
Mas, o melhor e mais imprevisível é que referia que fui escolhida como a carta estrela da mailbox do mês de Junho.

Isto fez-me pensar no propósito com que fundei este blog.
Já tive outros blogs, é verdade, mas escrevia com o meu nome real: S.R.G.S. .
Aqui sou uma incógnita, como aquelas da matemática, onde tanto "x" pode significar rebuçados como um número - que é um conceito meramente abstracto. Sou a Alice in Neverland, que talvez seja apenas uma das imensas personagens da S., mas que também pode ser a verdadeira S., a S. que muito poucos conhecem na realidade. Nem eu sei.

Algum dia poderei sabê-lo, se calhar nunca o saberei, mas de algo tenho a certeza: a Alice in Neverland sempre serei [não só por nome "carinhoso" de Alice e por causa da amizade com uma "Tinkerbell", uma vez que, na realidade, me sinto mesmo como a Alice, mas na Neverland (no sentido em que não quero crescer e por pensar que tudo, até o mais pequeno ser ou pedrinha, tem uma beleza inesgotável por ser ao mesmo tempo tão diferente e parecido à minha pessoa - nada é eterno)].




Nunca pensei que isto fosse alguma vez acontecer,
essa não era a intenção do blog.
Fico-vos imensamente grata e espero nunca vos desiludir,
uma vez que sinto algum medo que tal aconteça -
- sei que cometo erros, que tais erros podem
desiludir-vos, por isso tenho medo.
Mas sou humana, espero que o entendam
caso tal aconteça.




Fico muito grata,



sexta-feira, 11 de abril de 2008

Aquilo em que acredito

  • Acredito que ninguém merece ser discriminado pelas suas características exteriores;
  • Acredito que todos devemos ter os mesmo direitos;
  • Acredito que devíamos tentar tratar os outros como queremos que nos tratem a nós;
  • Acredito que nós TODOS podemos alterar o futuro do Planeta;
  • Acredito que cada um de nós pode marcar a diferença, mesmo sendo sendo "apenas uma pessoa";
  • Acredito que a Família* vale mais que tudo o que poderemos ter;
  • Acredito que o(s) "Supremo(s)" estão em nós e não nas suas figuras;
  • Acredito que o que fazemos aos outros depois será retribuído;
  • Acredito que a Felicidade está mais dentro de nós e do que no que nos rodeia;
  • Acredito que as provas escritas não provam necessariamente o nosso saber;
  • Acredito que ninguém é burro;
  • Acredito que, com mais ou menos esforço e estudo, todos temos a mesma inteligência;
  • Acredito que ao ajudar os outros estamos a ajudar-nos a nós mesmos;
  • Acredito que as crianças são dos bens mais preciosos da Humanidade;
  • Acredito que o nosso interior pesa mais que o nosso exterior.

*Família - pessoas que nos são realmente próximas

Muito, Muito Obrigada por tudo

sábado, 22 de março de 2008

Aquilo que jamais voltará

As pessoas tendem a arrepender-se disto e daquilo, dizerem que não gozaram como deviam isto e aquilo.
Mas, a que se deveu tais acções que não nos permitiram gozar as coisas em pleno? Tiveram alguma razão de ser, suponho, doença, castigo, indisposição mental, falta de vontade para ir, são tudo motivos usais, para além dos imensos outros que existem.
E, se são motivos, são razões, razões pelas quais não gozámos algo ao máximo. Porquê arrependermo-nos se tínhamos motivos para não irmos.
Por outro lado, se tivessemos comparecido, o mais provável era depois sentirmos culpa.

Entre uma e outra..... pessoalmente, preferia ultrapassar isso. Porque havrá mais oportunidades, claro que não serão iguais, mas serão especiais à sua maneira.

segunda-feira, 3 de março de 2008

Desenhos animados

Não sei quanto a vocês, mas eu cá ainda sou da geração do Bocas, da Abelha Maia, Vitinho, D'Artacão, Vicky, Rua Sésamo, Onde está o Wally?, Heidi, Fábulas da Flloresta Verde, etcetc

E da geração Navegantes da Lua, Evangelion, etcetc

De um certo modo, tenho pena das gerações actuais que só vêem Yu-gi-oh's e afins na TV. Não que ache que todos o desenhos não são bons para crianças - ainda há alguns que se escapam (e não me refiro ao Ruca, porque o acho simplesmente "medonho") - mas, na sua maioria, estes não se adequam à faixa etária em causa. E penso que, por isso (para além de outras coisas), as crianças hoje em dia já não são crianças por muito tempo: desde cedo que são introduzidas à violência fortuita e começam a ver o mundo de forma "mais negra".

Claro que não considero o Evangelion pouco violento, bem pelo contrário, mas, ao mesmo tempo, era profundo, pois trata-se da auto-descoberta de um (pré-)adolescente e alguns dos problemas que podem advir do facto de estar muito afastado de qualquer figura materna e/ou paterna, para além de mostrar que não se deve ser egoísta e egocêntrico.

Sim, tenho pena dessas crianças que não vêem o que vi e vêem coisas que não lhes são de todo adequadas.... acho que as crianças têm o direito de ser crianças, pelo menos durante um pouquinho mais de tempo.


Acho que vou p.s.- Há crianças que não se incluem, claro! E isto não quer dizer que seja uma valente saudosista, só acho que o mundo "hoje" voltou a retroceder ao pensamento antigo em certas coisas, como, por exemplo, que as crianças podem/devem ver tudo o que os maiores podem.tentar "arranjar" desenhos desses para depois ver no leitor de DVD's

domingo, 2 de março de 2008

E o estágio virá

Bem, acho que (finalmente) posso dizer um pouco de mim.

Como, por exemplo, o facto de estar na licenciatura de Educação Básica (não, não é Ensino Básico nem Educação de Infância), e espero tirar um mestrado da área (isto porque ir trabalhar para museus não me agrada lá muito... não, não gosto mesmo nada da finalidade da licenciatura - enfim, Bolonha....) de Educação de Infância ou 1º ciclo, embora não exclua totalmente o mestrado em 1º e 2º ciclo, mas tendo sempre preferência pelo de Educação de Infância.

Moro algures nos arredores do Porto - cidade do meu coração e vida! - e estudo na ESE(Educação!, não Enfermagem) do (Instituto Politécnico do) Porto.

Se me perguntassem há dois anos o que quereria ser responderia Enfermagem "porque pronto", estava em científico e era bonito estar a conviver com as pessoas e ajudá-las. Mas tive experiências com crianças que me fizeram realmente ver o que já muita gente me tinha dito antes ("Tens jeito para prof") e decidi seguir algo que desde sempre me lembro que faço que é ensinar (antes aos bonecos, nos ciclos e secundário colegas e pessoas invisíveis [é o meu método de estudo]).


Mas agora, não sei o farei, porque ando com umas dores de costas cujo único "remédio" é tomar analgésicos para a dor ficar minimizada num pouco. Dou por mim a pensar "será que vou conseguir ser educadora ou prof?", "será que vou poder andar com os meus filhos (que futuramente quero ter) ao colo?" e "não posso deixar que isto seja um obstáculo!".
E assim estou um mês antes de começar o meu estágio de observação que terá a duração de duas semanas....





Com uma vénia
(muito mal feita que não me consigo abaixar minimamente)
me despeço