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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Tenho um caderno. Ele é um pouco ameninado, um pouco infantil demais, um pouco exagerado na fofura e doçura que emana.
O caderno onde escrevo pequenos rabiscos que me são queridos. Não todos os rabiscos que assim mo são. Apenas alguns, os mais selectos, os mais íntimos, os mais preciosos. Uns acordes perdidos, umas palavras sentidas e pouco mais.
Sempre me senti, assim, atraída pelo mundo dos meus pensamentos e ente só, do que por um mundo de extroversão onde mostro o que penso e faço mais intimamente. Não, não poderia deixar que alguém o descobrisse e pudesse alguma vez ter a oportunidade para mos arruinar ou destruir. Jamais conseguiria superar o vexame disso. Jamais conseguiria ultrapassar tal humilhação, tal desamparo.
Esse caderno, apenas esse caderno os conhece.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Aos seguidores (aqueles coitados que apanham comigo e com os meus sentimentalismos)....

Senhoras e Senhores seguidores (sinto muito, mas, por vezes, a desculpa da ordem alfabética é muito conveniente para colocar as coisas como quero, e, neste caso, onde creio que as mulheres são quem mais me lê, não poderia ser mais conveniente),

neste momento são vinte! Duas dúzias! Duas dezenas! Imensos, para quem passou meses sem uma única alma a interessar-se pelo blog.
Agradeço-vos do fundo do coração a companhia neste meu cantinho que tão abandonado está, mas que ainda vejo com muito carinho.

Assim sendo, penso que merecem uma actualização. Primeiramente, estou ainda em fase de candidaturas a mestrados, o que me tem trazido um quanto baste de desespero - aparentemente só escrevo/comunico para um 15 e estou quase quase a cortar os pulsos. Em adição, não somente não sou correspondida, como também ele é (correspondido). É de rir até virem as lágrimas aos olhos, não acham? ...a parte do chorar, por acaso, tenho a certeza que foi e é. Ironias da vida, mas é o que se tem.
Não me vou alongar mais, senão isto torna-se demasiado lamechas.


Over and Out,
apenas-em-alcunha-Alice

sábado, 26 de junho de 2010

But I keep on walking

Estou tão confusa. Sabem aqueles momentos em que o presente em vez de andar, corre?
Sinto-me nesses momentos, onde parece que os acontecimentos (positivos e negativos) surgem todos simultaneamente.
Estou muito confusa. Académica e pessoalmente falando.
E, no fim, vou acabar por voltar a dizer que fui uma burra e estúpida (é o costume! porque o sou, porque não aprendo com os erros!) e ficar (mais) em baixo....

Quero voltar há duas semanas atrás!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Porque gosto deste blog


segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Condigo com o tempo

A quem perdeu o coração.

Vives um sonho que nunca deixará de ser apenas isso. Ilusões que apenas se reflectem no acto de magoar quem gostas.
Decides sempre que não queres nem pensar. Mas o coração é que manda. Já não. Além do seu renunciar, também desististe de o ter. É o caminho mais fácil, mas também o menos doloroso para todos.
És apenas tons de cinzento. Sem brilho - onde foi o brilho que os teus olhos tinham? Apenas um vulto indiferente e discreto e vazio.
Sentes-te a desaparecer. Deixaste de ser tu. Mas isso não importa. Era o que pretendias.
Não magoas mais ninguém.
Não aguentavas mais um dia a saber que as coisas estão mal, que afectaste aquela pessoa que jamais poderias.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

E mais um ano lectivo

Andei a reflectir sobre este ano lectivo (que ainda tem as épocas de exame que vêm mas quase já não contam).
Este ano foi simplesmente para esquecer. Mas ainda muito está para vir, pressinto.
Aquele desassossego da alma (ou intuição?) típico dos momentos em que algo está a acontecer.

Porém, estou de férias. Não quero mais falar disso nem pensar. Forço-me para outras áreas.

E este belo tempo (ou não) que veio para ficar. As nuvens já se estendem por todo o céu e o calor permanece (e o Sol que queimou a minha pele também).
Só eu sei o quanto gosto de mangas compridas brancas com este tempo.
Amanhã tenho uma actuação numa EB 2 3 ou EB1 para os lados de Campo/Valbom. À noite. Trajada. A loucura....

Só tenho a esperança de vir a conseguir juntar imensos materiais didácticos esta semana e na próxima!


Beijinhos que volto em breve!

domingo, 12 de abril de 2009

Era....

Sabem aqueles momentos em que se têm que despedir de uma turma, grupo de amigos, colegas de trabalho, etc?
Estou num desses momentos, mas nem oportunidade para estar com as pessoas (que penso desconhecerem essa despedida) vou ter. Porque não tenho permissão para tal. Mas também, duvido que elas saibam que será o meu adeus (ou, no mínimo, um xau).
Não é injustiça, é mesmo falta de conformismo que já deveira ter criado, que deveria não ter apoiado na esperança que só alimenta sonhos inúteis.
Devia seguir de cabeça erguida, mas torna-se um algo difícil, sentindo que vou perder um dos bons momentos da minha vida, no meio do inferno pessoal que isto tem sido (cada vez sinto mais que o meu curso não é para mim, mereço muito mais que isto e ele muito mais que eu).... E só consigo chorar de nervos, de sono, de "telha", de ser eu.... e calar-me, num silêncio mais pesado que devia, como quando a Esperança morre, depois de todas as outras já o estarem há muito, restando o Vazio, o Silêncio.
O que pedia era poder ver-vos nem que fosse um segundo, através da janela, nem era preciso verificarem que lá estava. Contudo, compreendo a decisão e a situação.
Mas gostava de poder continuar a sonhar até já não ter mais réstias de Esperança.... e assim o farei, para depois sentir as consequências de tudo isso.
Agradeço aos que lêem e seguem o blog.
Sem vós não teria tanto sentido.
Beijos!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Quando o tempo é pouco e a imaginação demais

Às vezes, creio ser um bichinho que anda por aí. Anormal. Por muito que olhe e deambule pelos corredores, não vejo ninguém da minha espécie. Quando até acho alguém de outra espécie interessante, esse ser é que me despreza.
Fecho os olhos e acordo num mundo paralelo onde baixo é cima e o tecto, chão. Todos me miram como se fosse algo muito apelativo; quando tento aproximar-me deles, não lhes posso tocar, como fantasma fosse.
Será por tal que me miram? Será que eles é que são os fantasmas? Mas, se assim for, nada me impede de socializar com eles, o que nos difere é a nossa matéria, nada mais.
As minha palavras não se ouvem. Mexem os lábios, não consigo escutar.
Ao menos, no meu mundo original, poderia comunicar, aqui não, nem sentir a sua frieza ou calor. Estou só. Sinto-me só.
Choro, até enlamear o solo terroso. Escorrego. Caí. Eles riem-se. Decido-me. Sujo-me toda, mas lá me consigo levantar e sair de lá o mais rapidamente possível.
Cheguei a lado algum em específico, que algum local será.
Uma pequena floresta. Um raio de sol que perfura a escuridão arbórea.
Quedo-me de joelhos. Quero ir para o meu canto, para os meus corredores de solidão, mas com sensações.
Nada se sucede. Deixo as minhas costas caírem a toda a força.
Eis que me encontro no chão, estendida.
Há pessoas à volta.
Desmaiei, dizem.

Daqui a pouco volta ao que era antes.




segunda-feira, 2 de março de 2009

Gristo, Hoje, Perdida - um 3 em 1

"EEEeeeeeeeeeeuu... ttuuuuuu..... tuuuuu..... Somos nós... Somos nós" - Ai Gristo que me tiras a respiração! Adoro esta música, embora admita que não saiba a sua letra (ups. que felizmente para todos neste mundinho só canto a parte do coro.).



Mudando de assuntos.
Vou estagiar. Agora, aonde? Isso é que era bom saber.
Mudando outra vez de assuntos.... Estive a ler um pequeno apontamento da história de Arlequim, Colombina e Pierrot. Indecisões e amores.

Sobre o dia de hoje. A aula de Educação Especial e Inclusão é sempre tão curta e sabe a tão pouco - hora e meia por semana não é nada de nada! Sabiam que deficiência é aquilo que o diagnóstico médico nos pode dizer, incapacidade dificuldades a nível de aprendizagem e handicap são as barreiras sociais e económicas, entre outras, que há? (imaginem, eu, sem óculos sou uma incapacitada - dada a razoável mipia que tenho -, mas não sou deficiente; uma pessoa paraplégica, por exemplo, com o material certo, deixa de ser incapacitada, mas é deficiente; uma pessoa que não se consegue enquadrar num meio porque as outras pensam que ela é inferior e "pobre", é um exemplo de handicap.)
Nem posso crer que a Educação esteja tão voltada para a Inclusão que se esquecem da noção de integração e de razão. Porque acho muito bem que crianças autistas estejam numa mesma turma que outras sem deficiências, maaaaaas estas têm que possuir um acompanhamento pessoal, efectuado por um técnico de educação ou educador social.
Blábláblá, isto deve ser um assunto pouco fascinante para vós, assim escrito, mas o meu Professor é o máximo.

___________________________________________________________________


Tenho que ouvir, tenho que ouvir qualquer coisa para além da minha mente.
Ela matraca e ataca vezes e vezes sem conta o meu ser. Impede-me de andar em direcção ao futuro. Obriga-me a estagnar no presente do passado.
Vejo todos a avançarem. Parei no meio da multidão de uma rua movimentada. Digo-me para parar. Ela fala cada vez mais e mais alto. Chiu, grito. A imagem da rua desaparece, afinal estou num quarto só, num local qualquer aparentemente solitário, mas há sempre alguém a ouvir-me. No mínimo não seja essa maldita voz.
Cala-te, suplico-te, cala-te, por favor. Eu só quero continuar em frente.
Deixa-me. Deixou-me, mas onde quis. Estou só, no mundo dos meus pensamentos, onde ela me colocou. Dos pensamentos, dos pensamentos do Passado. Das memórias.
Agora só falta coragem para as deixar de lado. Para viver o que virá. Não consigo. Lembro-me. Quedo-me. Não consigo parar o filme do Passado.
Talvez um dia alguém carregue no botão de pausa.
Até lá... vivo por aqui perdida em mim mesma.



p.s.- Sarau Cultural do IPP, dia 5 (quinta-feira) à noite, no auditório do ISEP. Vai contar com a presença dos grupos académicos do IPP. Incluindo o GRISTO! :D Apareçam se quiserem ! :p

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Holanda(s)

A Holanda, digo, as Holandas, dado que há a do Norte e do Sul são províncias dos Países Baixos.
Mas qual o meu repentino interesse nos Países Baixos? Amigos em ERASMUS, ou melhor, metade das pessoas que me interessam na minha turma em ERASMUS.
De uma delas, em especial, sou prima (deveria ser irmã, segundo muitas outras faculdades) de Praxe. E adoro essa pessoa. Porque me ajudou, porque é o meu oposto, não vê maldade em nada e realmente a vejo como amiga. Ou melhor, amigo. Sim, porque o meu Priminho é rapaz.
Claro que o melhor para eles foi irem para lá, compreendo isso. Não poderei jamais dizer que não vou sentir a falta deles, seria totalmente mentira, a turma sem eles nunca será a mesma, ninguém é susbstituível, sobretudo eles, o espírito positivo da coisa.
As últimas semanas antes deles irem foi demasiado estranha para me esquecer: lágrimas, risos, promessas, chatices, discussões, ânimos e desânimos, brindes, despedidas. Tudo isto no meio de noites em branco, para mim, tornou-se muito marcante (fico demasiado sensivel quando durmo pouco ou nem durmo) e custa-me a reagir de alguma forma. Sei que não é justo para eles que eu fique triste, mas também estar alegre seria muito confuso, porque eles é que de certa forma tornavam a turma mais alegre e descontraída.


Mas pronto, espero que os meus colegas enviem muitas imensas paletes de fotografias, porque tenho saudades deles.... muitas. E só passou pouco tempinho....
Que os quatro meses passem depressa!

Isto é dedicado a vós, amigos, que estais ausentes mas sempre presentes! Ausentes em corpo, mas presentes via telemóvel, Internet e memórias!

Adoro-vos! :' D Beijinhos!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Rainy Nights

"Chove lá fora." um dos pensamentos que anda suavemente nos confins do meu pensamento. Não por muito tempo. Pensamento algum permanece muito tempo na luz da minha atenção agora que as minhas memórias se centram em ti.
A chuva lembra-me de ti, a música, os locais, o tempo, os dias, semanas, meses, datas, calendários e agendas também, a minha imagem. A minha fria e cruel pessoa que, por vagos momentos, poderá dar uma diferente imagem, mas que não passada de uma doce e enganadora fachada que inconscientemente tomo como parte do meu eu e não me diz nada, só para ser alguém que não sou, só para enganar os outros. Só para ver se alguém fica a gostar de mim, mesmo que não seja por aquilo que sou.
"Estou bem. Estou sempre bem". Não sei. Não sei se minto ou se digo a verdade. Parece que o passado não andou mais. O presente não é mais a regalia que o seu nome supostamente indica.
Se pudesse voltar atrás no tempo, .... mas não posso. Jamais poderei e isso é que dói. Não fiz o que deveria ter feito e só me resta o arrependimento sem solução. Fui horrível, sou horrível, e vivo com tal facto.
Mas o viver acabou-se quando tua vida findou, quando não mais te pude ver, sentir aqui, tuas lamúrisa, teu soriso, tua cara, teu.... tu.
E, ao invés de me centrar em ti, centro-me em mim (é tão bom revelar o quão egocêntrica sou....) e só me resta dizer que tua falta é muito sentida e que estarás sempre aqui. Quanto mais não seja, quando vir teus traços ao observar-me à frente do espelho, personalidade e acções.
Porque não voltas atrás, Tempo!
"E tudo cada vez mais me lembra de ti...."

Injustiçada Queixosa

Está frio. Tenho sono. Estou à espera que os outros façam o que não fizeram. Quero tanto ir para a cama. Estou farta da Escola. Estou farta do meu curso. E a minha família só me chateou desde que cheguei. E tenho probabilidade de reprovar a várias disciplinas. E ainda não li nada para Literatura. E isto e aquilo.
E queixo-me. Vezes e vezes sem conta quando mais de metade nem tem razão de ser queixa.
Ok. Está frio, posso vestir uma roupa, pôr uma manta ou até ligar o ventilador.
Tenho sono, sim, e quero-me deitar, mas os meus colegas (trabalhos dos quais espero receber em breve) estão a fazer aquilo que não tiveram mesmo tempo para fazr por causa de erros que também eu cometi.
Estou farta de ESE e do meu curso, verdade mais que absoluta - no reino do Cinismo e suas Bestas (que não são os pobres Caloirinhos, depreenda-se), fui calhar num curso que só me dá um panorama: Desemprego, com o factor Falta de Competências à frente (sim sim, o meu curso com o mestrado jamais será tão bom como os antigos, não há preparação e falta abordar conteúdos muito importantes.
A minha família só me chateou, mas eu também cheguei as umas ricas horas a casa e no belo de um estado. E sei que, mesmo que a estrutura do meu núcleo familiar não seja mais usual, somos uma família onde gostamos umas das outras.
Tenho probabilidade de reprovar a certas disciplinas, mas isso há sempre! E se não li aqueles livros horríveis para Literatura, o melhor é procurar resumos!
Por muito que possa não gostar de como a minha vida está neste momento, não posso culpar quem e o que me rodeia por isso....

domingo, 11 de janeiro de 2009

Always and Forever

Always, Always and Forever [x2]

I'm sitting here
I'm thinking back to a time when I was young
My memory is clear as day

I'm listening to the dishes clink
You were downstairs
you would sing
songs of praise
And all the times we laughed with you
And all the times that you stayed true to us

Now we'll say, I said I thank you
I'll always thank you
More than you would know
Than I could ever show
And I love you
I'll always love you
There's nothing I won't do
to say these words to you
That you're beautiful forever

Always, Always and forever

you were my mom, you were my dad
The only thing I ever had was you, it's true
And even when the times got hard you were there
To let us know that we'd get through

you showed me how to be a man
You taught me how to understand
the things people do
You showed me how to love my God
You taught me that not everyone
knows the truth

And I thank you
I'll always thank you
More than you would know
Than I could ever show
And I love you
I'll always love you
There's nothing I won't do
to say these words to you
That you will live forever

Forever and ever
[x2]

[x2:]
I said I thank you
I'll always thank you
More than you would know
Than I could ever show
And I love you
I'll always love you
There's nothing I won't do
to say these words to you

That you will live forever


Good Charlotte

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Ouve-se o silêncio de um surdo murmúrio

Lembro-me de alguns momentos.
Do dia anterior. Festa.
Do dia seguinte. Oco.
Do dia depois. Dó.
Dos dias até hoje. Incompreensão.


Só não tenho imagens muito claras do dia. Apenas aquele murmúrio.

O murmúrio surdo que ainda me acompanha mas que não tem fala nem voz de ninguém, não tem som, apenas silêncio.


sábado, 15 de novembro de 2008

Outonalidades

Ao Outono mais triste.



"Sorriso"


Ali estavas tu,
com uns grandes olhos,
verdes
mas sempre sempre
tristes.

São o reflexo
do mundo
em que vives.
Esse mundo tão real
que chegava
a sobrepor-se
à imaginação.
Bem queres,
com o teu sorriso,
alegrar o teu
sempre sempre triste
olhar.

Não consegues,
já que os olhos
vêem
o que o sorriso
procura disfarçar!

AMARAL, José (2006). Outonalidades, 1ª Edição, Papiro Editora, Porto.

domingo, 12 de outubro de 2008

A Alice é sazonal - aquilo a que muitos dirão "de luas" (sim, é verdade, sou muito inconstante e obstinada com o facto de tentar não o ser e o continuar a ser).
Quando essas mudanças de estação lhe dão para alterar o visual digamos que, 99,99% das vezes, têm consequências mais ou menos catastróficas para os que a rodeiam. Decidiu que o cabelo estava mau (e estava mesmo mau, opinião geral das pessoas cá de casa) e que tinha que ser cortado, mas que o queria com o mesmo comprimento (o que, das duas uma, ou resulta num corte muito estranho - como primeiro tinha resultado - ou se acaba por cortar o cabelo - o que acabou por acontecer). Ora, ela comprou um novo adereço para a sua crina ontem e o tal objecto penado, com o cabelo do tamanho actual, não lhe fica bem - e era uma prenda de anos! e ela namorou-o durante um mês a fio! e foi caro! e ela venerava-o e venera-o!, mas com o cabelo neste nojo existencial não! e não posso cortá-lo à rapadela? ao menos não tinha que olhar para o estúpido que fica mesmo com este corte! - e ela amuou....

E eis que me amuo a mim mesma.... vou pedir à minha mãe para ir ao cabeleireiro e corto-o ainda mais curto.... ao menos acabo com a minha integridade de vez (sim, o meu cabelo, embora lhe tenha um certo ódio, representa a minha integridade como mulher; daí que só o suje propositadamente em certas e determinadas ocasiões [molhá-lo com água limpa não afecta a integridade, só lhe dá um ar mais encaracolado, pelo que não me importo] e em ainda menos o deixe por lavar mais do que uns míseros e intermináveis minutos contáveis pelos dedos das mãos).



Lá se foi o belo de um domingo que, logo no seu início, se mascarou de segunda-feira, ao ter recebido uma mensagem onde me questionavam qual a sala onde iria ter aulas (confesso ter ficado estupefacta e assustada, mesmo depois de ter confirmado a data no relógio do telemóvel).... um domingo que se mascara de segunda-feira não é algo bom, pois não?
Bem, lá ficou ele piorzinho, coitado! Mas até gostei dele, até ao ponto da crise existencial sazonal com o cabelo....
Daqui a pouco vem a do complexo de solidão de novo e depois a "ai que não gosto de nenhuma da minha roupa".... tenho saudades da da inutilidade (" ai que não sirvo para nada e só desiludo e chateio e aborreço e só faço asneiras - mas nem sempre são intencionais, bem pelo contrário...!!").




Não, não tenho 19 anos, devo ter 1,9 anos, isso sim.




Agora em tom ainda mais sério. Ando a tentar - sublinhado, negrito, itálico em tentar - treinar para recusar cenas a pessoas que me custa fazer tal, e a tentar ser má sem motivos.... e a tentar não chorar por tudo e por nada e deixar de ser má pessoa e tentar ser Deus - ok ok, estou a exagerar. Talvez fosse melhor dizer aos outros "quem me suporta suporta, quem não o consegue fazer, mude-se ou ignore-me". Talvez fosse melhor investir antes na tolerância e os outros também investirem em tal.


Eu, sou eu,
Mas eu vivo com Outros e tenho que interagir com eles.
Por isso, mais vale não lhes dar (mais) motivos para me quererem dar um estalo ou afins.

sábado, 11 de outubro de 2008

Fancy Lala

Há animes que me tocam pela história, outros pelos gráficos e desenho, outros pela sua música.
Ora, o Fancy Lala é um dos últimos.
Sempre gostei da música final, mesmo sem saber a tradução da música. Agora que a sei - obrigada Youtube e simpáticas pessoas que se dão ao trabalho de traduzirem letras de japonês para inglês - posso dizer que ainda a adoro mais, que vou guardar a sua letra traduzida em inglês e me irei senti-la sempre que a ler ou ouvir.

Faz-me lembrar que não quero crescer, embora falte, hoje, um ano para passar a outra década da minha vida e não querer ter crescido ontem e também que sonho acordada e de como sou relativamente a algumas situações.

Esta é apenas a tradução para inglês:

"Always dreaming, always dreaming,
Of a future me, a little more adult
I sing a melody into the spring wind
I am sure, I am sure it will reach you

I have a strange feeling
I feel restless and the weather's nice too
I rush on my bicicle
The city shines brightly today

Some things that I don't like
Don't bother me much
But when my hair's right in the morning
That's all it takes to make me feel great

I want to go after the things I love
Even when one day when I'm a busy adult
I want to hold my cherished feelings close to my heart
As I keep walking forward"


From the "Always dreaming, always dreaming" Alice in Neverland


quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Inscrições, aulas, praxe e confusões

Agradeço imenso (mesmo do fundinho do meu coração) à Chrystiee e à Anónimo (era giro saber o teu nome, pois as pessoas têm o direito de o possuírem e de serem denominadas por tal).
Muito Obrigada!

As minhas aulas, abençoadas sejam, começam para a semana - gosto de horários, de perder contacto com algumas pessoas, do sossego para trabalhar, de trabalho, de estar com as poucas pessoas da escola que ADORO (sois poucas, mas óptimas).

Mas, com as aulas, ou melhor, antes destas, vêm as inscrições, no meu caso, a ausência desta, uma vez que (ainda!) não tenho uma nota - houve uma confusão qualquer que ainda não percebi bem, com um determinado Professor [Coordenador do meu curso] e as outras duas Professoras da disciplina. Agora, surge-me um paradoxo na cabeça: geralmente, os alunos não querem que as notas que acham injustas (nesta disciplina em particular, creio que as notas foram muito mal atribuídas, não me refiro à minha nota apenas, mas no geral) sejam "lançadas" no portal das notas, mas o que mais quero é que o infeliz valor me seja atribuído oficialmente na secretaria da escola, ao invés de um "reprovada por faltas", quando não faltei uma vez que fosse - pois a assiduidade seria um factor de ponderação/atribuição da nota final.
Não, não é por falta de vontade das pessoas da secretaria que ainda não tenho a nota, mas pelo facto do Professor em causa ser irresponsável, incompetente e estar atrasado três meses na rectificação do seu acto - e sempre nos disse para sermos responsáveis, competentes e pontuais!

Eis uma parte das confusões escolares, já que outra faceta destas me remete ao ano praxístico-académico (sim, sou praxista, uma "quase-segundanista"(se é que tal existe)"barra pastrana", graças a isto das inscrições).

Ora, eu sou plenamente contra ser totalmente distante das pessoas que se estão a sentir mal e maltratar as pessoas no geral - mesmo os caloiros -, até porque me senti muitas vezes mal e houve pessoas que deixaram tal de parte (I. e C. Obrigada Obrigada Obrigada!). Mas, logo no primeiro dia, revi-me numa caloira, e até a minha capa caiu ao chão para a ajudar - e apanhei e ainda hoje apanho na cabeça dos meus superiores por tais actos - mas não sinto o mínimo remorso, nenhum mesmo (A. ajudaste-me imenso a perceber isso ontem, e que agi conforme sabia!) - tal como não sinto remorsos de me rir se uma caloira me vê em plena casa de banho com pertences de outras pessoas quase até ao meu pescoço e lhe tenho que dizer que não me pode cumprimentar porque uma superior minha está dentro da casa de banho (audivelmente, na sanita) - eles entendem que nós somos humanos, e que há coisas caricatas -, mas, depois, refiro que a minha superior é "tal tal" ela cumprimenta, e digo que me chamo "S." e cumprimenta-me e "ai de você se se esquece da minha cara e vá-se lá embora" (só cumprimenta depois de fazer as necessidades fisiológicas, lógico). Ela respeitou-me, mesmo tendo um momento de distracção e relax - penso que assim, por mim, está bem.
Apenas quero que se lembrem de mim pelo que sou, e não sou fria e explicitamente má sem motivos aparentes.

Espero que, quando actualizar, tenha melhores notícias e menos confusões, ou, pelo menos, outras confusões, que estas já chateiam de serem sempre o mesmo. Não quero ser a melhor de todos, porque o mundo só é melhor se todos fomos iguais e nos virmos como tal - sem melhores, sem piores, sem intolerância, sem distanciamentos, sem constrangimentos, com muito respeito sem ser necessário impor barreiras.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Parabéns

Queria, por este meio, dar um valente PARABÉNS à menina M., que é muito muito muito perfeita =D
Adoro-te muito, e sinto muito não ir hoje.

Beijinhos

terça-feira, 20 de maio de 2008

Os testamentos por sms

Sou daquelas que escreve no telemóvel com escrita inteligente, não que não consiga manejar as teclas de forma a escrever rápida e eficientemente, mas digamos que demoro um pouco mais a escrever manualmente do o que desejava. E também já decorei a maior parte das combinações que as teclas dão - não, não sou mesmo de escrever sms's durante as aulas, tal pode dar punições, tais como uns valentes berros de um professor quase-catedrático-ou-catedrático-mesmo nos ouvidos ou coisas semelhantes.

Prosseguindo com o tema, eu não escrevo simples sms's ou messages (como lhe chama um certo parasita-seco), chego a escrever autênticos testamentos.... testamentos sobre a matéria, testamentos com textos na íntegra que se devem incluir em relatórios, testamentos a justificar as minhas acções....

Um deles foi, só por acaso, à cause de un humain.... e deve ter sido de um dos mais complexos que escrevi, embora me tendo apoiado um pouco no "Life" (série que gostava de seguir, dada a serenidade e espiritualidade interior do personagem principal).
Era algo do género:

"Sou daquelas pessoas que, se não percebo alguma coisa, uma dada coisa, pergunto.
Se pergunto, não é por mal, mas sim porque gosto, porque pretendo perceber as coisas.
Se perceber as coisas, consigo ser melhor pessoa a nível de perceber o interior dos outros e colocar-me-ei no lugar deles.
Se conseguir colocar-me no lugar dos outros não terei maus pensamentos sobre eles.
Se não tiver maus pensamentos sobre eles, os meus pensamentos serão mais puros.
Os pensamentos puros permitem a uma pessoa perceber melhor as coisas, longe de preconceitos e ideias pré-concebidas".

Agora tiro mais uma conclusão: pensamentos puros devem ser simples, isto de simples nada tem....