Mostrar mensagens com a etiqueta Ferdinand Personne. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ferdinand Personne. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Gotas com Memória

Todos os momentos das nossas vidas merecem um pingo de atenção.
Alguns mais umas gotas que outros. Mas, no mínimo, uma gota cada.
São como um copo que se vai enchendo.
Quando não gostamos da bebida ou a estamos a experimentar a medo, enchemos pouco.
Se é algo que antecipamos como bom ou gostamos, enchemos mais o copo.
É necessário é ter cuidado quando o copo enche demais.

O meu transbordou.


----


Sonho, sonho todos os momentos.
Breves os segundos que me encontro desperta na minha perfeita sanidade inexistente.
Mas a sonhar me mantenho.
Por isso, Sonho.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Houve alguém que o twittou:

"De sonhar ninguém se cansa, porque sonhar é esquecer, e esquecer não pesa e é um sono sem sonhos em que estamos despertos." Fernando Pessoa

sábado, 11 de julho de 2009

Simplicity & Harmony

It's a chase for simplicity.

Há muito que não sinto tanta paz interior real. Como se, embora os pontos não estejam todos colocados nos "is", fosse superior a tudo isso. Quase como uma nuvem que viaja num plano acima ao da Terra.
Ainda tenho mais um "pouco" de trabalho/estudo pela frente, mas tal não me inquieta, não pioro.
Estava frustrada quanto à minha presença no Gristo, ontem decidi. Não posso continuar estando ele neste "estado de arte". Decerto os outros caloiros conseguirão sem mim passar para o outro lado.
Aprecio a simplicidade do momento ouvindo música dos Lamb e The Gift. Não são os meus favoritos - nem de longe - mas enquadram-se no momento. Diria que esta está intimamente ligada à tranquilidade e serenidade. Nas nossas origens tudo era natural e complexamente simples e não havia vestígios do stress exagerado dos dias de hoje. A nossa natureza é simples, embora como complexos que somos a tenhamos que elaborar mais para agradar mais os olhos dos outros que propriamente as nossas raízes, que visam a serenidade e harmonia interiores.

Que este estado muito dure.


Em breve continuarei os desafios que deixei para trás, mas não esqueci.


quarta-feira, 15 de abril de 2009

De pensar

Já se sentiram cansados só de pensar? Só de pensar, simplesmente, nem necessariamente de pensar em coisas boas ou más.
Mil e uma coisas que ocorrem por fracção de segundo e que acabam por desvanecer com a mesma rapidez com que surgiram. Ocorre-nos que, se tentarmos não pensar em nada, os pensamentos deixarão de fervilhar - mentira, eles continuam, pois só de estarmos a forçosamente não pensar em nada, estamos a pensar mais do que pensávamos.
Tentamos então manipular o tema-alvo da nossa mente - mas ela é mais forte acabamos por ter pensamentos que estamos a pensar naquilo para não pensamos no pensamento-manipulado.
Sentimos-nos, então, sufocados por nós mesmos, por aquilo que , de forma bem egocêntrica, costumamos dizer exclusivamente nosso: a capacidade de pensar, de sermos seres racionais. Tão racionais que, por vezes, mais parece que não pensam no que deviam nem como deveriam.

sábado, 17 de maio de 2008

Parar no tempo I

Por vezes, páro um pouco no tempo e indago-me sobre o que estão a sentir e pensar as pessoas que passam por mim na rua.
Por vezes, páro no meio da multidão agitada e penso para mim mesma se as outras pensarão que eu penso que o tempo parou.

Gostava de ter o poder de parar o tempo e conseguir olhar as pessoas por dentro - ser elas por aquela infinidade de tempo.
Gostava de poder controlar o que sinto e penso, de conseguir esconder certos sentimentos e demonstrar outros.




Mas, mesmo sem esses poderes, sinto-me feliz por ter pensamentos e sentimentos, de ser humana.
De poder sentir, tudo o que é de bom e mau, de poder pensar, todas as formas de pensamento, até aos mais excessivos e aos mais descontraídos.

Sou feliz ou infeliz porque o sou, não pelo que os outros são ou pelo que tenho - essas não devem ser as verdadeiras razões por se ser feliz ou infeliz, devemos sê-lo por razões interiores, somente nossas.
Se um dia estou feliz e noutro não, que seja por mim e não pelo tempo, pelas pessoas. Por mim, porque não gostei de uma atitude que tomei, por não ter tomado alguma atitude. Por ter reprimido ou expressado demais os meus sentimentos e pensamentos. Por ter sido ou não sido "eu" em excesso.

Mas vocês também têm um papel activo nisto, pois a maior parte das acções que tomo são sobre, por e para pessoas.... para vocês.... até para ti.... Acho que tu ainda és mais neurofrénico ou bipolar que eu.... um Pessoa em carne viva, que despreza ou desconhece o seu talento natural tão visível por uma parte ou pela totalidade das restantes pessoas que te rodeiam...."há muitos tu mesmo".... qual deles será o que mais domina aí dentro? Ou é partes em iguais?

domingo, 2 de março de 2008

Um pouco como um Ricardo Reis

Tendem a dizer que sou uma pessoa sem coração, só porque digo o que me vai na alma. Por isso, agora, tendo a não dizer nada do que penso, a não dizer nada a afirmar ou a discordar, apenas me limito a estar lá, pura presença sem opiniões.

Se faço bem, não o sinto. Se faço mal, não o sei. Apenas lá estou, deprovida de qualquer opinião exteriorizada.

Isto é estranhamente desconfortável e ao mesmo tempo reconfortante, porque não me arrisco a magoar os outros, mas também parece que me traio, senão disser o que penso de algo. Mas apenas lá estou.... não me deveria sentir assim, se me limito a lá estar....




Será que era assim que Ricardo Reis se sentia? Será que é assim que uma pessoa tem que ser para ser socialmente aceite?