quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

No more fashion, please....

Estamos claramente numa sociedade de consumismos e aparências - mais cliché que esta frase, para descrever os dias de hoje, não há -, até eu sou claramente parte dessa população.

Mas, há limites para tudo.... de há uns dias para cá que tenho notado que os blogs sobre moda não se multiplicaram como coelhos, mas mais como bactérias - a uma velocidade impressionante e exponencialmente.

Sim, já compreendi que há e sempre haverá moda - aliás, fui eu que, outrora até queria ser estilista - maaaas, não é necessário estarem sempre sobre isso, porque, se eu quiser usar uma saia comprida com um camisolão antigo, quem é que me vai proibir? Quem tem o direito de dizer É feio!, dado que se anda sempre a dizer que há uma liberalização e liberdade na moda hoje em dia como nunca houve antes? Vamos lá ver.... se quisesse pagar na mesma moeda até diria xpto, mas, por mim, podem vestir o que bem vos apetecer. Nem se me aquece nem se me arrefece, porque são os vossos gostos.

Mas há limites.... a moda é simplesmente a moda, não é preciso estarem a comparar tudo e mais algo de roupa e seus preços e nem falarem das roupas sem marca. Lembro-me muito bem de umas camisolas que havia no Continente que tinham ar oriental, mas que não comprei na altura, e nunca mais as vi. Não eram de marca, mas ficaram-me até hoje na minha memória - e já lá vão uns aninhos.

Sabem, houve tempos em que, para se ir para a escola, usavam-se fardas/uniformes e, para a faculdade, o mais normal era estar-se trajado.... às vezes tenho saudades desses tempos que nunca vivi e adorava ter vivido.

Havia mais com que nos preocuparmos do que com a roupa. Simples roupa, e nada mais do que panos.
Havia opressão, ditadura, pobreza explícita (mais do que hoje em dia), e mais simplicidade por parte das camadas baixas e médias; um uniforme deve sê-lo com margem para personificações (por exemplo, espaço para a criança colocar uma estampa ou coisa assim), como o as batas o são, por exemplo.

Ao menos há as lojas dos chineses com coisas baratas e que parecem de loja de marca!

sábado, 15 de novembro de 2008

Outonalidades

Ao Outono mais triste.



"Sorriso"


Ali estavas tu,
com uns grandes olhos,
verdes
mas sempre sempre
tristes.

São o reflexo
do mundo
em que vives.
Esse mundo tão real
que chegava
a sobrepor-se
à imaginação.
Bem queres,
com o teu sorriso,
alegrar o teu
sempre sempre triste
olhar.

Não consegues,
já que os olhos
vêem
o que o sorriso
procura disfarçar!

AMARAL, José (2006). Outonalidades, 1ª Edição, Papiro Editora, Porto.