sábado, 7 de fevereiro de 2009

Quando as dedicatórias são feitas a mim...

Fico um pouco sem entender o motivo delas... não estou habituada a coisas em minha honra, porque realmente não creio que faça algo por aí além para merecer tal honra. Sobretudo quando são feitas por pessoas que tenho como referência numa determinada área, em momentos mais complicados, onde, de certo modo, sei que, em parte, também poderei ter sido percursora das consequências.
Se, ao menos, essas pessoas soubessem que quando tomo determinada da qual não estou segura penso no que elas fariam, compreenderiam o porquê de não crer que mereço nenhumas honras: as minhas acções foram tomadas tendo em conta o exemplo delas (e as minhas asneiras, a minha e somente minha opinião).
Esse tipo de coisas costuma vir cheia de lições de vida, lições para lembrar, interpretar e usar. Prefiro-as aos elogios e et ceteras que poderão referir. Os elogios não são tão produtivos, tendem a pôr o ego em cima, tornando-o insuflado demais. As lições já "dão para ambos os lados": podem, simultaneamente, fazer-nos reflectir de aspectos positivos e negativos das nossas acções e pessoa.
Mas, à minha pessoa, são sempre estranhos e costumam surgir em dias especiais (especial pode ser ou não positivo) e precedidos ou procedidos por conversas sérias.
Conversas que ficam guardadas como jóias num baú do tesouro, onde apenas as pessoas em causas estão autorizadas a saber do que se falou. Onde a nossa consciência e coração são questionados e algumas respostas fornecidas pelos outros intervenientes, mas outras por nós mesmos, mas muitas, muitas questões colocamos a nós mesmos. Poderemos voltar a necessitar da ajuda dos outros envolvidos, mas essas serão respondidas ao longo do tempo, ao longo do pensamento e experiência.
E mesmo sendo momentos de desconforto, também se tratam de aprendizagem, de verdade, relacionamento.
Mesmo assim, ainda me são estranhos, estes acontecimentos.
(Não vou colocar etiquetas nesta mensagem, já que nenhuma se adequaria perfeitamente a esta, nunca. Quem o sabe, sabe, quem não o sabe e o merecerá saber, saberá o que terá a saber, os outros, de nada saberão)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Pinturas de sonhos e da lua

Esta música toca-me, não sei porquê. Apenas porque sim, porque gosto da sonoridade, de um não sei quê que a letra tem.
Como já referi há palavras para mim especiais que possuem significados ou simbolismos muito queridos que, por vezes, sou eu mesma a agregar-lhes.
Sem sentido para outros, apenas para mim. Talvez até de forma tão profunda, interiorizada e inconsciente que não sei os motivos.



Tatuagens
(Mafalda Veiga e Jorge Palma)


Em cada gesto perdido
Tu és igual a mim
Em cada ferida que sara
Escondida do mundo
Eu sou igual a ti

Fazes pinturas de guerra
Que eu não sei apagar
Pintas o sol da cor da terra
E a lua da cor do mar

Em cada grito da alma
Eu sou igual a ti
De cada vez que um olhar
Te alucina e te prende
Tu és igual a mim

Fazes pinturas de sonhos
Pintas o sol na minha mão
E és mistura de vento e lama
Entre os luares perdidos no chão
Em cada noite sem rumo
Tu és igual a mim
De cada vez que procuro
Preciso um abrigo
Eu sou igual a ti
Faço pinturas de guerra
Que eu não sei apagar
E pinto a lua da cor da terra
E o sol da cor do mar
Em cada grito afundado
Eu sou igual a ti
De cada vez que a tremura
Desata o desejo
Tu és igual a mim
Faço pinturas de sonhos
E pinto a lua na tua mão
Misturo o vento e a lama
Piso os luares perdidos no chão