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domingo, 28 de fevereiro de 2010

A Origem da Alice

Esta semana tive direito a umas cenas caricatas, tudo patrocinado pela Acer e o meu querido Ory (o meu portátil, depreenda-se). Uma delas está directamente relacionada com o nome do meu blog. Ora acontece que o meu nome de utilizador é "Alice in Neverland".
Estava o portátil a reiniciar e aparece o fantástico ecrã inicial do Windows 7. Ícone da florzinha laranja característico do pacote de imagens do windows, procedido pelo nome de utilizador.
Um colega meu (vá, vamos ser simpáticas e dizer amigo, porque é o que ele é, acho), diz "Alice in Neverland, quanto muito, conheço a da Wonderland. E o Peter Pan é que é da Neverland.". À primeira, não entendi. Depois é que associei que estava a falar "do meu pseudo". Óbvio que o que respondi foi "não és do meu ano, senão percebias...".
Contextualizando melhor do que o que fiz com ele.
Sou Alice porque sim. A sério, nunca soube muito bem porquê (e antes disso, já tinha uma "panca" enorme por ela)! Começaram a chamar-me e ficou como meu pseudo-nome de praxe para muitos. Já a Neverland, foi por causa de uma colega minha.
Ela era a Sininho e eu a Alice. Nenhuma de nós queria crescer. Ambas adorávamos continuar para sempre criança. Ir para a Neverland.
Interessante é que, de ter colocado isso como nome do msn e de outros locais, pegou e ainda hoje alguns assim me chamam.
E muitos dos "velhinhos" pensam que me chamo Alice. A eterna Alice, que não quer crescer e é distraída quanto baste.

E, assim, sou Alice in Neverland.
Mas, o meu real nome nada assim parecido é.


Coisas ainda menos interessantes: esta semana começa o meu estágio (durante um mês, estou a observar a sala dos 3 aninhos!!) e começo a faltar a ensaios, se bem não me engano. Esta semana tenho que decidir se fito ou cartolo. Esta semana espero que uma pessoa que conheço esteja mais feliz, apesar das complicações com que se está a deparar. Esta semana vai ser uma semana preenchida, pressinto-o.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Estupidamente Sordidamente Estagnados

Estou de volta, é verdade, estou no considerado período de interrupções lectivas onde, quem os fará, terá exames. Penso eu, que passei a tudo e estou demasiado cansada para ir a melhorias. Também, para quê? Para ir a melhoria a um exame que vai ser corrigido pelo tio de uma prof que se pudesse me reprovava sem justificações? Tenho mais onde gastar o dinheiro!
Sim, a ESE é mesmo assim. E muito mais. Ando mesmo desanimada com isto, porque até noutros contextos nela inseridos me sinto totalmente desmotivada, mas isto já vem de longe, só que começo por renegar e quando me aproximo do meu limite, deixo ainda o fio esticar um pouco mais até este rebentar de vez. O que aconteceu esta quarta.
Do início. Ele é estar uma hora à espera a fazer pouco ou nenhum de útil. Ele são noites nas quais se podia estar num belo de um café com amigos e se escolhe perder - é mesmo este o termo - para estar com pessoas que por acaso até se vêem todas as semanas e outras todos os dias, sendo que se fica a falar como da nossa vidinha degradante (para isso mais vale um amigo porque eles sabem em qual das partes destas pode pegar para fazer uma piada e mudar o espírito todo da coisa). Sim sim, é que adoro não jantar com a minha família para às nove da noite estar num sítio onde 99% do tempo até às dez não vai ser rentabilizado minimamente e sempre era mais cómodo estar sentada num sofá a ver o House ou mesmo no PC a escrever mal da vida dos outros ou a gozar da novela em que me meti (sim, porque é indecente dizer que isto faço é que o digo, sofro de sinceritatis agudis nalgumas situações e não sei pensar-falar, só falar-pensar).
Ah, na melhor das hipóteses (e estou a ser irónica) pode ser que a minha guitarra vá parar às mãos de alguém com quem estou puramente de relações cortadas, e que se diz(em) ser nosso(s) padrinho(s). Pah, se o tudo bem, acredito, aliás, com as nhiquices todas que "fazemos" questão de fazer/dizer, só pode. Mas se eles nos consideram afilhad@s aí já é qualquer coisa diferente.
É mesmo giro estar a dizer isto tudo numa só rabanada. Mas o mais estranho é que já estou calma há imenso tempo quanto a isto tudo, porque começou a gerar-se um puro sentimento de repulsa quando pensava que ia para o raio de um ensaio (é de frisar que adorei faltar, pode ter sido para trabalhar, mas soube mesmo bem, quem me dera que assim continuasse).
Agora, parece que vou ter um café contrariado algures para a semana. Ora vamos ver: segunda, não posso (personal things); terça e quarta, não posso, ando num atelier de Física (btw o Tó "é mesmo fofinho" - Yellow concordo contigo xD). E contrariado porque já não me apetece dar justificações da minha vida a ninguém, já as dei demasiado.
Estou numa fase em que vejo certas coisas como estupidez, porque este ano fui exposta e expus-me em demasia e estou farta de que as pessoas me ouçam a queixar, porque estou farta de dizer que tenho mesmo que sair ou ir a não sei onde.
Há uma coisa que se chama o direito à privacidade. E depois ainda apanho na cabeça e desço na consideração das pessoas por causa de tal? Opah, como já alguém dizia habemmus pena.
Não estou desanimada da vida, apenas está na altura de ser eu a tomar rédeas desta para poder dormir descansada e não acumular até me fartar.
Sim, porque se for preciso, arrepender-me-ei sempre mais de ter desistido do Hip Hop, que foi mais por incompatibilidade de horários que disto, porque está uma palhaçada descomunal e estagnação é um atributo demasiado positivo, porque decomposto já está, só falta mesmo o enterro. Pah, ao menos que acabem com isto já, assim ainda acaba com alguma "glória" porque pode ser que para o ano as figuras ainda sejam piores. Mas o erro que se vê no grupo de danças latinas de SMI vai ser visível noutro local, pressinto-o.

Depois virá um texto mais simpático, espero. Precisava comunicar isto. Para não estranharem o porquê do palavreado contra a ESE. Porque, se forem docentes lá, pode ser que até espancar alunos possam (já faltou mais) que são desculpados por "ser jovens e inexperientes". Se assim são, que não vão dar aulas ao superior, para começar, e, depois, posso copiar nos testes e ser apanhada que começo a usar como argumento que devo ser avaliada na mesma "porque sou jovem e inexperiente e foi com boas intenções que o fiz [passar de ano com boa média é uma boa intenção]" e não podem argumentar nada contra.

É tudo uma palhaçada. E o pior é que já lhes está tão entranhado que não vai desaparecer nem ser dissimulado, porque não conseguem. E dizia-lhes na cara (em parte é o que vou fazer algures durante o tal café que mais me parece um daqueles exames que se tenta responder a uma questão mesmo já sabendo que se reprova à mesma). Só posso dizer que errei, mas vocês também andam muito mal enganados se pensam que andam no éden, é preciso tentar ver da perspectiva de quem está fora.

domingo, 28 de setembro de 2008

Palavras

Este post não é apenas meu.
Suponho que todos nós temos uma palavra, pelo menos, pela qual nutrimos um carinho especial, mesmo que não seja a que mais utilizamos no dia-a-dia.
Pode ser também pelo significado desta que esta marca ou pelo sentido que esta possui para nós, estando unida a uma determinada memória ou momento da nossa vida.

Uma dessas palavras, para a minha pessoa, é Reminiscência, ou melhor, Réminiscence, já que prefiro a suavidade como soa em francês. É-me especial devido ao seu significado:

"do Lat. reminiscentia
s. f.,
o que se conserva na memória; recordação vaga; anamnese.
Filos.,
teoria da -: teoria defendida por Platão, segundo a qual todo e qualquer conhecimento é a lembrança de um estado anterior no qual a alma estava em contacto directo com as ideias."

No entanto, também há outras, como Lua/Lune/Luna/Moon, Sonho/Dream, Nostalgie, Saudade, entre outras, que guardo no coração.


Digam quais são as vossas palavras.... eu também as vou revelando!

sábado, 12 de julho de 2008

Pensamentos de conversas I

Não sou uma particular amante do "MSN" nem das conversas virtuais no geral, nem por "SMS" (por isso estou grata aos novos tarifários com chamadas grátis entre pessoas com esses tarifários)....
Contudo, quando tenho verdadeiras conversas, daquelas que se aproveitam realmente, por meios virtuais, fico a pensar nelas, no que escrevi e se o que escrevi realmente foi o que penso (às vezes respondo sem realmente sentir o que estou a escrever duas vezes).

Uma dessas conversas foi sobre a ecovisão (quem leu o Memorial no Convento, decerto se recorda de Blimunda e do seu poder de ver o interior das pessoas, quando em jejum). Foi-me perguntado se gostaria de ter semelhante poder, ao que respondi que não. Talvez seja melhor não sabemos como os outros são para não nos desiludirmos totalmente caso tenhamos formulado sonhos; geralmente, quando nos desiludimos com alguém, temos sempre uma réstia de esperança nessa pessoa que, aos poucos vai sendo destruída, pode ser mais contínuo e lento, mas a desilusão e dor concentrada em cada um desses momentos é menor e já temos maior preparação para o "momento final". Também creio que, caso visse que alguém que julgava ser má pessoa e tivesse tido atitudes menos próprias porque, na minha opinião ela não era boa, e na realidade ela era pessoa de bom espírito, ia arrepender-me e sentir muitos remorsos. Penso que, por muito que as pessoas tentem dissimular como são, transparecem nas acções e no que dizem quando não reflectem muito nisso. As pessoas que são falsas acabam sempre por se contradizer - mas não aquele contradizer involuntário que acontece quando se faz uma "lengalenga-adivinha".
Contudo, a outra parte apresentou uma tese bem diferente da minha e, agora que penso nela, até concordo nesta: se se tivesse ecovisão, conseguiríamos conhecer o fundo das pessoas, o bom e o mau, porque as pessoas tendem a fazer teatro e a enganar.
Se calhar o melhor seria só vermos o interior das pessoas de quem não temos nada a duvidar, pois elas podem ser as que estão a fazer o teatro mais perfeito - de quem duvidamos já sabemos o que esperar... se nos derem provas para começarmos a não duvidar (no meu caso, tal é um pouco remoto, pois, uma vez que quebram a minha confiança, será muito difícil tê-la de volta), aí sim, aí olharíamos para dentro de elas, para ver qual a sua verdadeira pessoa.




Desta cheia de remorços sem saber qual o motivo,
Alice in Neverland