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sexta-feira, 10 de abril de 2009

Alana

Ontem comprei um livro novo. Alana a Bailarina da Água. É de Alice Cardoso, com ilustrações de Sandra Serra.
Alana é uma ninfa que, com a sua ânsia de pretender executar tudo rápido e bem, nada consegue, para além de valentes trambolhões. Todas as outras ninfas conseguem ser excelentes bailarinas, menos Alana. E o bailado da "Noite da Grande Festa" está a aproximar-se.... que acontecerá?

E tudo começou com a nossa necessidade de materiais - nomeadamente histórias - para estágio. E acabou na história tão simplesmente fantasiada e no entanto tão verdadeira em conteúdos que me levou a comprar o livro. Desde pequena que não compro um livro do género.
Agora quero o resto da colecção.

Óbvio será que aconselho vivamente esta obra, para crianças e adultos (embora tenha a extensão e aparência de uma história infantil). E as ilustrações são algo de cativante.





Só faltava a Alice virar Alana in Neverland .... mas tal ainda está longe, creio!

segunda-feira, 30 de março de 2009

Quando o tempo é pouco e a imaginação demais

Às vezes, creio ser um bichinho que anda por aí. Anormal. Por muito que olhe e deambule pelos corredores, não vejo ninguém da minha espécie. Quando até acho alguém de outra espécie interessante, esse ser é que me despreza.
Fecho os olhos e acordo num mundo paralelo onde baixo é cima e o tecto, chão. Todos me miram como se fosse algo muito apelativo; quando tento aproximar-me deles, não lhes posso tocar, como fantasma fosse.
Será por tal que me miram? Será que eles é que são os fantasmas? Mas, se assim for, nada me impede de socializar com eles, o que nos difere é a nossa matéria, nada mais.
As minha palavras não se ouvem. Mexem os lábios, não consigo escutar.
Ao menos, no meu mundo original, poderia comunicar, aqui não, nem sentir a sua frieza ou calor. Estou só. Sinto-me só.
Choro, até enlamear o solo terroso. Escorrego. Caí. Eles riem-se. Decido-me. Sujo-me toda, mas lá me consigo levantar e sair de lá o mais rapidamente possível.
Cheguei a lado algum em específico, que algum local será.
Uma pequena floresta. Um raio de sol que perfura a escuridão arbórea.
Quedo-me de joelhos. Quero ir para o meu canto, para os meus corredores de solidão, mas com sensações.
Nada se sucede. Deixo as minhas costas caírem a toda a força.
Eis que me encontro no chão, estendida.
Há pessoas à volta.
Desmaiei, dizem.

Daqui a pouco volta ao que era antes.




sábado, 21 de março de 2009

Tempo e Alma

Um dia acordei e vi que estava uma chuvinha miudinha, aquele tempo que muito amo.
Abri o guarda-chuva transparente e fui socializar para o relvado verde com as gotas de chuvinha.
Porém, os raios do Sol começaram a espreitar e as nuvens a dissipar.
Mas ele deixou continuar a chover, e no céu apareceu um grande arco-íris.
Tinha as mil e uma cores das emoções e demorou a desaparecer.
Quando voltei a casa olhei para a minha cama.
Vi que estava a dormir.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Alice Aluada e a Escola

A Alice está quase no fim das aulas..
Na Terra do Nunca, não há Escolas com pessoas portadoras de cinismo nem maldade, mas continuam a parecer casinhas de bonecas. (Há coisas que até nas fantasias se mantêm. Aquilo que está perfeito.) Passeia por lá feliz por saber que ninguém a censurará por tal. Livremente, dança à chuva com o seu guarda-chuva, e ao Sol com a sombrinha.
Usa chapéu na cabeça e fitinhas variadas, com aquelas sabrinas e roupas infanto-extravaganto-românticas.(Que usualmente são criticadas. Mas tal se sucede com qualquer pensamento ou objecto que seja muito próprio de alguém.)
É aquela cabeça no ar que não estuda e passa o dia a brincar, aquela cabeça de vento que está atenta nas aulas e só com isso consegue relativamente boas notas. (Mas não se consdera inteligente, apenas normal - todos são inteligentes para ela.) Porque Alice é assim mesmo, é mesmo assim Aluada naturalmente. Só a torna especialmente única, insólita, si mesma.
Não recusa ou se esquece de ajudar os outros, porque os deve tratar como gosta que a tratem a ela; e os outros também nunca a tratam mal por esse mesmo motivo - todos são uma unidade lá.
É por isso e ainda mais que adora a sua Escola. As suas paisagens, espaços, pessoas, professores, disciplinas e programas e tudo mais. Todo um mais mais que infinito, preenchido com cores, música e emoções, sensações e pensamentos positivos.
Porque adora sua Escola de Sonhos.
Férias e Distância.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Contos I - sem título

"Imagina que estás num belo campo - e que não tens qualquer tipo de alergia ou sensibilidade aos pólens - com árvores, flores e borboletas. Ao longe, no horizonte, vês um palácio branco cujos telhados, em pedra branca polida e vidro, luzem com a luz do Sol.
Sentes uma enorme curiosidade em visitar semelhante Éden. Aliás, constatas que o cenário todo é um Éden, pois parece ser perfeito. Preferes chamar-lhe antes Cenário Romântico, pois é o estilo que caracteriza o castelo (ou palácio, não sabes distingui-los muito bem... nem eu, por vezes. Mas, posso garantir-te que este castelo também é um palácio - defende este sítio da possível ganância dos inimigos e serve para acolher a família real) e toda a paisagem circundante.
À medida que vais andando verificas que, apesar de parecer o cenário perfeito, há sempre "pormenores" tristes: a casa da velhinha que tem a cerca danificada - na qual tu paras e ajudas a senhora a arranjá-la, em troca, e depois de muito negares, a senhora oferece-te umas luvas velhas e danificadas de cetim e renda brancos, mas que continuavam belas como se fossem novas - também ajudas a fatigada leiteira a ordenhar as suas vacas e cabras que te dá uma fita longa e branca, que colocas no cabelo...."

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Sonhos Infelizes

O título pode e deverá ser modificado. Embora esteja em sintonia com a história.

A história, essa aidna está em fase de ponderação e elaboração.

São muitos os "pontos-sintese" que estão em constante modificação.

Esta parte pode nem ficar assim, no final....


"Acordo. Bem, voltei a adormecer vestida, que cabeça a minha.... Bem, vou ver o meu "tesouro", o que está dentro do baú. Bem, o baú está na estante,.... ou não, aonde é que o pus.



*Flashback*

-Inês, ainda tens o baú da tesouro.... já lá vão 10 anos, não é verdade?
-Sim Ana, é verdade. Já lá vão 10 anos que namoras com o Xandre.
-E falam de mim e tudo. Oh mana, é mais "já lá vão DEZ anos desde que sou mesmo amiga da Li e da Ju". Agora deixem mas é o baú e vamos lá embora. Nês, podes ir abrindo a garagem enquanto vou à casa de banho?
Pouso o baú e saio. Eles ainda ficam no meu quarto.




Foi um deles. Tenho a certeza. De certeza que foi a Ana que o levou e o pôs na mala quando eu estava sentada no carro.O que explica o porquê da Li e da Ju entrarem logo no carro - foi para me distraírem. E o mano disse para eu ir indo para encobrir tudo na perfeição.
Bem. Agora só me resta uma coisa - ir atrás deles. A Li e a Ju vivem juntas, por isso é fácil. O mano costuma estar no parque. E a Ana na casa dela.


....."