Mostrar mensagens com a etiqueta Sonhos e Ficções. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sonhos e Ficções. Mostrar todas as mensagens

domingo, 22 de agosto de 2010

sonhar

sonhar é contar histórias que ainda não se conhecem. 
Phillipe Lechermeier in Princesas esquecidas ou desconhecidas...

Sempre sonhei muito, ultimamente cada vez mais.Sonho com a possibilidade de entrar no mestrado (em qual e onde, sonho como todas as hipóteses se traduziriam num hipotético dia-a-dia). Sonho com possíveis amizades e afins. Sonho Sonho Sonho.
Cada vez mais alto e mais acordada.
Sonho tanto quanto medo do futuro possuo neste momento. E isso (ainda) é uma quantidade considerável.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Quando o tempo é pouco e a imaginação demais

Às vezes, creio ser um bichinho que anda por aí. Anormal. Por muito que olhe e deambule pelos corredores, não vejo ninguém da minha espécie. Quando até acho alguém de outra espécie interessante, esse ser é que me despreza.
Fecho os olhos e acordo num mundo paralelo onde baixo é cima e o tecto, chão. Todos me miram como se fosse algo muito apelativo; quando tento aproximar-me deles, não lhes posso tocar, como fantasma fosse.
Será por tal que me miram? Será que eles é que são os fantasmas? Mas, se assim for, nada me impede de socializar com eles, o que nos difere é a nossa matéria, nada mais.
As minha palavras não se ouvem. Mexem os lábios, não consigo escutar.
Ao menos, no meu mundo original, poderia comunicar, aqui não, nem sentir a sua frieza ou calor. Estou só. Sinto-me só.
Choro, até enlamear o solo terroso. Escorrego. Caí. Eles riem-se. Decido-me. Sujo-me toda, mas lá me consigo levantar e sair de lá o mais rapidamente possível.
Cheguei a lado algum em específico, que algum local será.
Uma pequena floresta. Um raio de sol que perfura a escuridão arbórea.
Quedo-me de joelhos. Quero ir para o meu canto, para os meus corredores de solidão, mas com sensações.
Nada se sucede. Deixo as minhas costas caírem a toda a força.
Eis que me encontro no chão, estendida.
Há pessoas à volta.
Desmaiei, dizem.

Daqui a pouco volta ao que era antes.




sábado, 21 de março de 2009

Tempo e Alma

Um dia acordei e vi que estava uma chuvinha miudinha, aquele tempo que muito amo.
Abri o guarda-chuva transparente e fui socializar para o relvado verde com as gotas de chuvinha.
Porém, os raios do Sol começaram a espreitar e as nuvens a dissipar.
Mas ele deixou continuar a chover, e no céu apareceu um grande arco-íris.
Tinha as mil e uma cores das emoções e demorou a desaparecer.
Quando voltei a casa olhei para a minha cama.
Vi que estava a dormir.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Palavras


Algumas palavras, algumas palavras é o que necessito para cessar, para continuar.

Minhas, tuas, ditas por alguém e ninguém em particular.
Se fosse tão simples... mas ninguém diz as palavras mágicas, nem mesmo eu, por covardia, desinteresse, algo que não se consegue explicar, mas não se deixa de sentir.
Não são românticas, não são plácidas, nem crudes nem tumultuosas; são apenas palavras, às quais nós é que atribuímos esses sentimentos, pelo menos assim o dizem.
Se assim o creio, não sei. Mas posso senti-lo, decerto. Podemos senti-lo, aqui dentro, de diversas formas.
Já disse que somos mais que um, uma, todos nós.
Apenas palavras, palavras para algo.

A Sophia, a escritora.
(com as suas palavras límpidas e construção deliciosa)

sábado, 27 de dezembro de 2008

Meu Rebento

Se um dia olhares para o céu e não me vires, sorri, porque já me misturei com as estrelas, as nuvens e, principalmente, com a Lua. Não chores, não fiques triste, não estagnes, porque tal também não o farei eu.

Não te prendas a bens materiais, mas não os deites fora se não sentires essa necessidade - sabes tão bem quanto eu que poderão ser úteis num futuro -, mas não te prendas aos bens materiais pelo que são, apenas pelo que sentes por estes. Aquela folha escrita por mim poderá ser o teu bem mais valioso, mais valioso do que o teu bem mais dispendioso, afinal, ninguém compra os sentimentos, mas já o é possível os bens mais economicamente caros do mundo.

Poderás esquecer-te do que fui, mas nunca do que não fui. Não pretendo ser mais do que em momento algum poderei ter sido, tem cuidado para a tua memória não te trair.... as memórias que esta contém tendem a ser deturpadas quando pretendemos polvilhar alguém, algo, com pozinhos de perlimpimpim que a tornam perfeita.... nunca pretendi sê-lo, Anjo.

Não prometerei ser teu Anjo-da-Guarda, mas que sempre estarei contigo, nas Memórias das quais já falei, na minha essência e não como elas me poderão pintar, pois foram as minhas acções no passado que te marcaram nesse tempo e agora, por muito pintadas que poderão estar, o que fiz nesses tempos é que importa, os factos, não como os lês e contas, mas como estes te ficaram escritos. Meu Anjo, estive contigo, estou contigo e estarei contigo.




Por Alice in Neverland. 27.12.08

domingo, 13 de julho de 2008

Sonhos Passados ou Outra Forma de Sonhar

Há quanto tempo estás desaparecido? Perdi a noção da eternidade efémera que se passou desde que trocámos palavras com sentido e significado. Foi há pouco tempo, mas parece-me que já se passou demasiado, demasiado para tal se suceder outra vez.

Será que foi da mágoa que senti, ou realmente tu mudaste, tornaste-te no que provavelmente antes eras. Não, não estou a dizer que tal seja necessariamente mau. Não, de todo. Apenas não te reconheço.... mas alguma vez te reconheci, nem uqe fosse um pequeno pouquinho? Não creio.

Decerto foram só ilusões que criei no meu imo, na minha mente, para crer em contos de fadas, mesmo que estes nunca venham a acontecer comigo....

Mesmo depois da desilusão, ainda creio nestes contos de encantar, embora de diferente modo, já não procuro alguém, só sonho, ingenuamente, e vivo ao máximo esses sonhos, para ofuscar a tão crua e magoada realidade. Já não sou a princesa que encontra o seu príncipe, mas acredito que haja princesas que realmente os encontram, mesmo ultrapassando as mais variadas confusões e desafios.

Brinco com a minha mente e vivo desta forma. É um estilo de vida um pouco simples demais, para quem consegue realmente que os seus contos se concretizem, mas não me importo. Nada.

De certa forma não me importo de viver assim, apesar de desejar que tais histórias se realizem.... talvez tenha mentido, talvez ainda sonhe um pouco com o príncipe.... mas, de forma diferente, uma vez que muito do meu tempo é dispensado para os sonhos que sei serem totalmente irreais e sobre os quais não recai nenhuma das minhas esperanças - as personagens não existem, os sítios onde habitam também não.... mas, num contexto diferente, podiam ser outras, mas não penso muito nisso, o ficcional já me ocupa muito tempo....


Se algum dia quiseres voltar, volta;
Não te prometo é que seja a mesma menina
aquela que dizias ser sonhadora e inteligente, sui generis
aquela que pensava que eras.... que o eras.